Os jogos Olímpicos da cidade do Rio de Janeiro já estão batendo à porta, prestes a começar. No entanto, ainda existe um sério problema que precisa ser resolvido na cidade maravilhosa, que é a questão da violência nas favelas, que só tem aumentado. Essa é uma das maiores preocupações do Comitê Rio 2016, que, aliás, ver as próprias forças armadas contribuindo significativamente no aumento do número de mortos e feridos, principalmente, nos morros e favelas da cidade.

Um exemplo é a favela da Maré. Nela, segundo o portal El País, a região, que tem em média 140 mil habitantes, encontra-se em uma situação bastante difícil, com relação à violência.

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Essa favela está situada em um morro que chega até a áreas planas da cidade e é um dos maiores conjuntos habitacionais do Rio de Janeiro. A vida nessa favela, bem como em tantas outras, é bastante difícil onde, muitas vezes, faltam, até mesmo, as questões mais básicas para o povo sobreviver.

Na favela da Maré existe a ocupação de organizações criminosas comandadas por traficantes, que estão organizadas em forma de milícias, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e, por último, a população, que vive o dia de hoje sem saber se estará viva no dia de amanhã. Até mesmo em plena luz do dia a situação e o clima de drogas e violência podem ser vistos a olho nu. 

Do ano de 2005 a 2014, só na cidade do Rio de Janeiro, foram registrados mais de 5 mil casos de homicídios praticados por agentes da segurança pública.

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Já no ano passado, 2015, o número chegou aos 307, (dados divulgados pelo portal El País Brasil). Muitas vezes, grupos de Direitos Humanos culpam as forças militares que ocupam essa favela pelo fato do número de mortos só ter aumentado, recentemente.

Com relação a esse ano, fato que ainda estamos no primeiro semestre, o número de mortos vindos de ações militares nos morros e favelas, já chegou à marca de 10% a mais de mortos, se comparado com os outros anos. Isso deixa os organizadores da Rio 2016, de fato, bastante preocupados, porque essa soma de homicídios não tem a ver somente com as ações dos militares, sendo que o número aumenta consideravelmente quando conta-se os números de mortos vindos da ‘guerra’ entre traficantes nas favelas. #Crime #Rio2016