Cresce o número de casos e ocorrências de furtos em várias embarcações atracadas em clubes náuticos e cais nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói, as margens da Baía de Guanabara. As denúncias começaram em julho de 2015 e as vítimas se veem desorientadas, pois os casos relatados apresentam dados insuficientes para identificar os criminosos e as quadrilhas envolvidas. As autoridades, por sua vez, batem cabeça e se mostram incapacitadas para resolverem mais um grave problema de segurança pública.

O único ponto que parece ajudar na identificação é o modus operandi dos bandidos. Eles esperam a noite chegar e fazem a abordagem dos alvos em lanchas ou barcos mal conservados com motores desligados, luzes apagadas e encapuzados.  O objetivo é roubar peças, acessórios ou pertences pessoais dos proprietários das embarcações. 

No Rio de Janeiro 

Na segunda metade do ano passado, Breno Maffei, 40 anos, registrou na 10ª DP no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, o assalto sofrido enquanto dormia na sua embarcação.

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Para ele o fato representou o fim da sua tranquilidade de viver em seu veleiro. Outros relatos praticamente idênticos foram registrados na polícia. De acordo com o gerente Edison Silva, do Clube Guanabara, uma empresa de segurança particular foi contratada depois da terceira vítima.

Em Niterói

No início de 2016, às margens dos bairros de Jurujuba e Charitas, novos casos chegaram às autoridades de segurança pública.

O vice-diretor de Náutica do Clube Naval de Charitas, Jorge Salabert, sustenta que não há uma ameaça no local, afirmando que existe um sistema de segurança no clube com vigias treinados e 80 câmeras monitorando vinte e quatro horas por dia a região. No entanto a polícia civil confirma a existência de registros de furto dentro do Clube Naval e no bairro de Jurujuba.

Quem defende?

A  maior preocupação das vítimas é o combate a este tipo de #Crime.

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O 12º BPM afirma ser um desafio atuar na segurança das embarcações por conta de seu patrulhamento ser realizado apenas por motos e carros.

A Polícia Civil também demonstra suas limitações com os crimes cometidos na Baía de Guanabara, pois não conseguem iniciar um processo de investigação para roubos e furtos que não seja em terra.

Por meio da Capitania dos Portos, a Marinha do Brasil parece estar também de mãos atadas para tomar qualquer iniciativa na busca de soluções para a pirataria nas águas da baía,

Desesperados e desamparados, os donos de embarcações cogitam planejar emboscadas. Ou seja, fazer justiça com as próprias mãos.

E as Olimpíadas?

A questão revela mais um motivo de preocupação para a organização das Olimpíadas de 2016. Além da poluição que gerou um alerta para a segurança dos atletas, agora temos piratas.

Estima-se que o tráfego de embarcações na Baía de Guanabara se multiplique com o início das competições, tornando qualquer tipo de combate aos piratas um desafio maior.

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Portanto se vale algum conselho: não deixe objetos de valor à mostra e mantenha a embarcação bem iluminada. 

Se a segurança já está difícil em terra, no mar parece não ter esperança.  #Casos de polícia