Atleta que representa o Brasil nas olimpíadas do Rio de Janeiro tem até o dia primeiro de julho, data que se encerram as inscrições, para lutar na justiça para regularizar sua naturalização no país, visto que a mesma foi suspensa em ação movida pela 5ª Vara Federal de Curitiba. Emese Takacks, de 38 anos, ficará fora dos jogos olímpicos se não conseguir resolver essa pendência junto à justiça. Ela foi considerada a segunda melhor do Brasil no ranking mundial, de acordo com informação passada pelo jornal 'O Globo'.

Anna Karina Stipp, juíza responsável pelo caso, está averiguando a legalidade da naturalização  da húngara. Questiona-se se Emese realmente reside de forma permanente no país, se ela tem domínio correto do nosso idioma e, até mesmo, a questão de sua união, em 2013, com o brasileiro Rafael de França Barreto.

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Em alguns trechos do documento, a juíza cita que foram encontradas várias fotos da atleta, sugerindo que ela poderia ter 'fixação espacial' em Budapeste, na Hungria, uma vez que seu visto de permanência no Brasil, mostra que ela permaneceu menos de cinco meses aqui, não preenchendo a exigência de fixar moradia no país.

Caso a esgrimista não consiga comprovar esses dados, sua vaga vai para  Amanda Simeão, atleta reserva que está sendo treinada por Giocondo Cabral. Ele chefiou a equipe brasileira de esgrima por quase quarenta anos e também é o autor do processo contra a húngara. Ela recebeu a notificação na sexta-feira e pode entrar com recurso em até vinte dias. Em entrevista a UOL Esporte, Cabral alegou que a moça em questão não mora no Brasil e não tem o direito de tirar a vaga de Amanda, visto que a mesma vem se dedicando já há oito anos no esporte.

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Procurado pela reportagem, o técnico da húngara disse que todos estavam muito aborrecidos com o caso, mas que ela só vai falar com a imprensa após a resolução do mesmo. Em nota, a Confederação Brasileira de Esgrima afirma que Emese ainda é integrante da equipe brasileira até o dia 1º de julho e cabe à justiça decidir sobre o caso. #Rio2016