A atleta húngara, antes naturalizada brasileira, Emese Takacks, de 38 anos, teve, nesta semana, a sua cidadania brasileira suspensa pela Justiça Federal, em Curitiba. A mesma está sendo acusada de obter a permanência definitiva no país, de forma fraudulenta e, portanto, de acordo com a juíza Anna Karina Stipp, da 5ª Vara Federal, ela teve a sua naturalização brasileira suspensa.

A ação foi movida por Giocondo Cabral, ex-chefe da equipe brasileira de esgrima há 40 anos e treinador da atleta Amanda Simeão, que faz parte de equipe brasileira de espada, na qual a atleta de origem húngara também atua. A atleta brasileira é reserva da atleta interditada e ocupará a vaga da mesma, caso a suspensão seja mantida.

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O treinador não esconde a sua indignação quanto ao comportamento da atleta que teve a naturalidade suspensa. "A Amanda está se dedicando há oito anos e aí vem uma moça aqui, se naturaliza em situações estranhas e fica com a vaga? A Justiça está aí para ser cumprida. Ela obteve esta naturalização só para tirar benefícios e se classificar. Nem no Brasil ela mora. Aí depois da Olimpíada, vai dizer 'tchau, queridos'", declarou Cabral ao site de notícias Uol Esporte.

Junto com seu treinador, a atleta brasileira conseguiu reunir documentos que comprovaram que Takacks não reside no Brasil. Foram fotos publicadas no Facebook. Numa delas, a competidora aparece ao lado de um húngaro chamado Attila Szábo, com a frase "dois anos". Ninguém sabe se é em relação a um possível relacionamento entre os dois.

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Além disso, Amanda declarou que a colega de competição nunca foi vista ao lado do suposto marido brasileiro, Rafael de França. Ela afirma que Emese nunca se relacionou adequadamente com o resto da equipe. Em uma recente competição na Argentina, as competidoras brasileiras estranharam o fato da mesma passar dicas para a equipe húngara, rival da equipe brasileira. Até mesmo o grito de guerra foi preciso ser alterado, pois a atleta húngara nunca aprendeu a dominar umas poucas palavras no idioma brasileiro. 

De acordo com a Legislação Brasileira, para que a naturalidade seja concedida, é preciso que a atleta tenha fixado residência no país pelo menos por cinco meses. De acordo com o despacho da juíza, "Se há fixação espacial de Emese Takacs em determinado lugar, presume-se que é em Budapeste, na Hungria, conforme dezenas de fotografias lançadas no Facebook, com marcação de seu nome (juntamente com o húngaro Attila Szábo), datadas de 12 de junho de 2012 em diante, e anexadas no ev1, ata 10 - o que, por conseguinte, permite questionar em que condições foi celebrado seu casamento com Rafael de França Barreto, em 16/05/2013 (ev2, certcas3)".

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A atleta foi notificada sobre a decisão judicial  nesta sexta-feira, dia 13 e terá um prazo de até 20 dias para recorrer da sentença, que poderá ser feito pela Advocacia Geral da União (AGU). Caso não consiga reverter a sua situação até o dia primeiro de julho, ela ficará de fora da Rio 2016, pois esta é a data limite para a inscrição dos competidores. #Jogos #Crime #Rio2016