O preparador e professor de natação, Scott Volkers, é acusado de exploração sexual, na Austrália, cometida nos anos 80 e estará fora das Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro.

John Coates, presidente do Comitê Olímpico Australiano, pediu ao presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, que também responde como presidente do Comitê Organizador da Rio 2016, que Volkers fosse barrado da competição.

Na última terça-feira, A BBC Brasil noticiou que o COB anunciou à Austrália que o pedido será aceito.

Na última década, Volkers foi julgado por denúncias feitas por três pessoas, mas o tribunal o absolveu por falta de provas.

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Mesmo com a redenção, o treinador foi proibido de ensinar adolescentes, menores de 16 anos.

Há cinco anos, Volkers se mudou para o Brasil e começou a trabalhar com natação, no Minas Tênis Clube, onde participam muitos atletas da equipe brasileira que irão disputar as olimpíadas.

O estrangeiro, que já fez parte da equipe de Cesar Cielo, nadador mais conhecido do Brasil, diz que é inocente das acusações.

A BBC Brasil fez contato com treinador, mas não obteve resposta. O Minas informou que ainda não recebeu o comunicado do COB, mas que tal punição não irá interferir no trabalho das equipes.

Rodrigo Fuscaldi, assessor do clube mineiro, comunicou que a equipe do Brasil irá contar com oito atletas do Minas e que quem irá definir os trinadores brasileiros será a CDBA. Quanto ao comportamento do treinador acusado, Rodrigo disse ser exemplar.

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Volkers poderia ser um dos técnicos da equipe brasileira, pois o regulamento da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) prevê que os treinadores da natação brasileira são escolhidos dentre os clubes que ofereçam uma grande quantidade de atletas para competir.

O responsável pelos credenciamento nos jogos é o COB, que já negou a participação do australiano nos jogos. Volkers ainda pode ser impedido de exercer a profissão no Brasil, visto que os Australianos também sugeriram isso no pedido feito ao COB. Uma cópia do processo foi enviada na carta ao Brasil, demonstrando que o governo australiano ficou preocupado com a decisão da justiça de não seguir com o processo contra o acusado. #Rio2016