Durou pouco a promessa do governador em exercício, Francisco Dornelles, de não descontar o ponto dos servidores que aderiram às paralisações em busca de condições dignas de trabalho. Os servidores estaduais não lutam apenas por reajustes, o que seria justo devido ao defasamento de seus salários, mas sim pela sobrevivência.

A categoria dos servidores estaduais do Rio de Janeiro já sofreu todos os tipos de ataques, falta de clareza no que concerne aos pagamentos dos salários, aposentados levando 'calote' do estado, falta de reajustes reais para o funcionalismo e uma série de outras demandas, dentre elas a última: o não cumprimento da palavra de Dornelles que teria afirmado aos grevistas que não haveria desconto por dias não trabalhados durante a paralisação.

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Mesmo tendo se manifestado contrariamente aos descontos, servidores estaduais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) e da Cecierj (Centro de Ciências do Estado do Rio de Janeiro), duas instituições pertencentes à Secretaria de Educação e que estão em #Greve, sofreram desconto nos seus proventos pelos dias não trabalhados no mês de abril.

Ao receberem seus contracheques, os servidores perceberam que receberiam um montante bem inferior ao que normalmente recebem. Um segundo olhar mais atento já detectaria o problema. Dornelles não teria cumprido sua promessa de não retaliação ao movimento que ele mesmo considerou como legítimo, de seus servidores estaduais.

Apesar das dificuldades financeiras que vem passando, diversas categorias não estão paralisadas e servem à população, enquanto em suas casas já começam a faltar o que servir.

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Diversos editorias regionais já entrevistaram servidores em estado de verdadeira penúria, muitos deles dependendo de amigos, parentes e sem ter como honrar seus compromissos, que em diversos casos já se transformaram em dívidas.

Vittorio Lo Bianco, presidente da Acecierj, afirmou que Dornelles se manifestou pró diálogo e, dessa forma, acreditou-se que ele não cortaria os salários dos servidores que participaram das mobilizações. #Governo