Leonardo Picciani, 35 anos, é o novo ministro do Esporte, nomeado pelo presidente interino Michel Temer. Durante seus quatro anos na Câmara dos Deputados, o político do PMDB-RJ teve pouca relação com o setor. Com os Jogos Olímpicos Rio 2016 se aproximando, o principal vínculo surgiu com a Tamoio, mineradora com a qual a Agrobilara, empresa de sua família, é sócia.

A Tamoio é fornecedora de brita - pedra fragmentada, obtida após trituração de rocha - nas obras da Transolímpica, corredor de ônibus entre Deodoro e Barra, e no Parque Olímpico da Barra, pelo menos. A assessoria do ministro do Esporte negou qualquer conflito de interesse.

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De acordo com a assessoria, este ministério não contrata obras e as obras para o Rio 2016 já foram concluídas. Segundo a nota, todas as obras foram gerenciadas pela Prefeitura do Rio de Janeiro, pelo Comitê Olímpico do Brasil e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Na votação do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, Picciani votou contra, apesar do PMDB do Rio de Janeiro ter aderido ao impeachment dias antes da votação na Câmara dos Deputados. Mesmo votando contra o processo, ele ganhou o Ministério do Esporte, mas diz que não há qualquer contradição nisso.

De acordo com o ministro, o seu voto foi dado de acordo com seu entendimento jurídico, mas foi "voto vencido". Explicou também que é filiado do PMDB desde seus 16 anos de idade, por isso, no momento em que o partido tem a tarefa de recuperar o país, ele tem obrigação de se "somar aos companheiros" do PMDB para que o sucesso do governo interino de Temer signifique o sucesso do Brasil.

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O pai de Picciani é presidente do PMDB do Rio de Janeiro. A ala carioca do partido apoiou Aécio Neves, do PSDB, na última eleição presidencial contra Dilma Rousseff. Entretanto, a sigla aderiu ao governo da petista logo após sua vitória no segundo mandato. 

Já Picciano ocupou cargos importantes na política por causa do apoio do seu pai. Com apenas 28 anos de idade, ele se tornou presidente da Comissão de Constituição e Justiça, que é a mais importante da Câmara dos Deputados. Em 2015, virou líder do PMDB, mas perdeu o cargo após começar a apoiar Dilma. Dias depois, entretanto, após manobras de seu pai, voltou a ocupar o cargo. #Rio2016