Em 2014 ocorreu um escândalo nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, na Rússia, quando amostras de sangue e urina de atletas daquele país que apresentavam resultado positivo para doping foram descartadas pelo laboratório responsável pelos testes.

Em reportagem publicada pelo The New York Times, o ex-diretor do laboratório antidoping da Rússia, Grigory Rodchenkov, detalhou como funcionava o programa de fraude que envolveu dezenas de atletas. Rodchenkov declarou que especialistas antidoping do próprio governo russo e membros do serviço de inteligência secretamente substituíram amostras contaminadas por outras consideradas “limpas”, coletadas dos atletas meses antes de começarem a usar substâncias ilegais que melhoravam seu rendimento.

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Pressão mundial

Em face do escândalo em Sochi, a Rússia foi provisoriamente suspensa de competições internacionais de atletismo em novembro, após a Agência Mundial Antidoping (AMA) ter publicado um relatório de 323 páginas que apontava uma cultura generalizada de dopagem nos programas esportivos daquele país.

Desde então, tem havido pressão por parte de órgãos mundiais que dirigem o esporte para impedir a Rússia de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Neste domingo (15), porém, o país fez um apelo público para que seus atletas possam participar das competições.

Escrevendo para o jornal britânico The Sunday Times, Vitaly Mutko, ministro dos esportes da Rússia, disse que as autoridades de seu país, treinadores e atletas cometeram "erros graves", mas não especificou quais seriam esses erros e nem informou qual seria a parcela de culpa do próprio governo no problema.

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Pedido de desculpas

O ministro declarou na matéria por ele assinada que a Rússia lamentava pelos atletas que “tentaram enganar o governo”, acrescentando: "Lamentamos muito, porque a Rússia está comprometida em manter os mais altos padrões do esporte, e opõe-se a qualquer coisa que ameace os valores olímpicos".

Mutko afirmou ainda que os atletas que não têm problemas com doping não devem ser punidos por causa do comportamento incorreto de outros competidores.

No entanto, Craig Reedie, presidente da AMA, disse à rede britânica BBC no sábado (14) que é "altamente improvável" que a agência antidoping da Rússia seja declarada compatível com as regras desportivas mundiais a tempo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. #Europa #Rio2016