O Brasil vive um momento absolutamente difícil, em meio às crises econômica e política que culminaram na saída da presidente Dilma Rousseff da presidência, tendo sido substituída por Michel Temer, que era seu vice, enquanto ela vai tentar se defender no processo de impeachment aprovado no Senado. Ao mesmo tempo, o país se prepara para a Olimpíada do Rio de Janeiro, que não vai alterar a recessão, apesar dos benefícios trazidos pelos jogos.

A agência Moody, que trabalha com classificação de risco, informou em nota divulgada nesta segunda-feira (16) sobre uma análise relacionada aos efeitos da Olimpíada 2016, sediada na capital carioca, já que a localidade está sendo preparada para abrigar as competições, esportistas, espectadores e a imprensa de todo o mundo.

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A Moody's avaliou que as melhorias na infraestrutura, assim como a alta temporária na arrecadação de impostos, darão um alívio ao Brasil, porém, nada duradouro, já que assim que o evento se findar a recessão econômica estará de volta.

A agência mencionou que a disputa olímpica ocasionou num investimento de aproximadamente 25 milhões de reais, valor que se aproxima do disponibilizado para as 12 cidades que se prepararam para a Copa do Mundo de 2014.

Segundo declarou ao portal G1 Barbara Mattos, vice-presidente e Senior Credit Officer da Moody’s, os investimentos relacionados aos jogos trarão benefícios de longo prazo na infraestrutura de transportes e também de mobilidade urbana ao Rio de Janeiro. Ela destacou que o Projeto Veículo Leve sobre Trilhos vai ajudar na revitalização da região central da cidade, e mencionou a quarta linha de metrô que vai conectar a zona sul ao principal parque olímpico, localizado na Barra da Tijuca.

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O número de pessoas que chegarão ao Rio para os jogos é estimado em 350 mil e isso deve impactar positivamente na arrecadação de impostos da capital, porém, um resultado mínimo para grande parte das empresas, assim como o aumento temporário de vendas no comércio, seguiu a Moody's no comunicado.

Em relação aos bancos, o impacto será limitado, pois os empréstimos para financiar as obras de infraestrutura e a Vila Olímpica correspondem a uma fração pequena da carteira de crédito das instituições. A respeito das companhias de construção e engenharia, a agência avalia que o "boom olímpico" passou porque as mesmas ou concluíram suas atividades ou se aproximam do fim. #Rio2016