De acordo com José Mariano Beltrame, secretário de Segurança, os atrasos salariais que vêm frustrando os profissionais da área da Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro podem causar um desconforto que vai abalar os Jogos Olímpicos, que acontecem a partir do dia 5 de agosto na Cidade Maravilhosa. Segundo ele, há um desânimo notável nos policiais que não estão recebendo em dia o seu dinheiro mensal através dos pagamentos vindos do Regime Adicional de Serviço (RAS). Mas ele acalenta os cidadãos, afirmando que mesmo com o contingente reduzido, dará para fazer a segurança do evento.

“Eu esperava receber nove mil homens da Força Nacional, - disse em entrevista coletiva o secretário – mas parece que só mandarão a metade disso (...)”, disse.

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Ele ainda destacou que essa situação será mais um dos desafios que a segurança pública do Estado do Rio de Janeiro terá de enfrentar de cabeça erguida. 

Na mesma entrevista coletiva dada ainda esta semana, Beltrame informou aos cidadãos do Rio de Janeiro, aos turistas que vêm de outros estados do país e também aos estrangeiros que já se encontram em sua maioria bastante temerosos com a situação de violência que passa a Cidade Maravilhosa, que a partir do mês de julho já dará para notar uma presença significativa do policialmente circulando pelas ruas da capital do Rio de Janeiro.

No entanto, para o secretário, é bom ser realista. Ele confessa que já tem em mente a situação de que, em média, na época dos jogos, que começam no dia 5 de agosto, terá por volta de apenas 50% de todos os policiais que fazem parte do corpo da segurança pública para servirem aos chamados que vêm da rua na cidade e a Força Nacional.

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No total, Beltrame contabilizou algo em torno de 4.500 profissionais da segurança pública, disponíveis para resolver possíveis problemas que venham a acontecer durante a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

“(...) Isso vai comprometer o plano estratégico de segurança das Olimpíadas (...)”, continuou a alertar o secretário de Segurança. Ele ainda destacou que será difícil de os outros estados cederem parte de seus efetivos policiais para ajudarem na segurança dos Jogos, como é o caso da Brigada Militar do Rio Grande do Sul. #Rio2016