Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador da Olimpíada e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), disse que a atual crise política e a mudança de presidente motivada através de um impeachment não afetarão a organização do evento que já se encontra realizando o detalhamento final para os Jogos Olímpicos, da cidade do Rio de Janeiro. A presidente Dilma Rousseff foi afastada do cargo de presidente, oficialmente, na quinta-feira, dia 12, dando lugar para o seu vice, Michel Temer, do PMDB, que assume o principal cargo público do Brasil de forma interina, por até 180 dias, enquanto o Senado Federal investiga a petista.

“Nós respeitamos tudo que está em curso na política." – diz o presidente do COB em entrevista – "Somos uma entidade privada, não política.” Contou.

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Ele destacou que não importa qual a conjuntura política que o Brasil venha a ter, segundo o Nuzman, ele terá que estar em consonância com o chefe de estado maior e também em acordo com o governo federal, para que os Jogos Olímpicos do Brasil possam ser realizados com muita tranquilidade e paz para todos aqueles que irão aos locais das competições, como também, aos turistas e estrangeiros que estarão viajando no Brasil.

O presidente deu entrevista pela primeira vez e afirmou que nada vai mudar ou prejudicar os Jogos Olímpicos. “Essa questão não preocupa. Estamos comprometidos com os Jogos. (...)”, disse Nuzman, que ainda revelou que já viu ‘problemas’ mais graves do que esse. “Nada disso interfere na organização dos Jogos. Nossa confiança é muito grande.”, finalizou.

Esse fato do impeachment já traz uma mudança para os envolvidos no processo estrutural que deixará a cidade Olímpica preparada para receber as delegações internacionais e, também, os atletas brasileiros: Ricardo Leyser do PCdoB, que estava como ministro interino do esporte, foi exonerado no exato momento em que a presidente Dilma foi notificada do seu afastamento e Leonardo Picciani, do PMDB, foi escolhido por Michel Temer para assumir a pasta.

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