O prefeito Eduardo Paes (PMDB) tem a intenção de reabrir a Ciclovia Tim Maia em sua totalidade até a abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016, em 5 de agosto. Porém, os trabalhos não serão nada fáceis até lá, pois além do prazo curto - faltam 93 dias para as Olimpíadas -, pesa contra a vontade do chefe do Executivo a dificuldade em apontar quem foram os responsáveis pela construção do trecho, já que o consórcio vencedor terceirizou várias partes da obra.

De acordo com o laudo preliminar dos peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), houve falhas graves no projeto estrutural. A principal delas é a de que a estrutura da ciclovia estava solta, e apenas encaixada - em vez de amarrada - nos pilares.

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"A passarela tem estrutura semelhante a uma passarela comum, sem previsão para aguentar ondas", afirma Moacyr Duarte, especialista em situações de risco. O documento ainda é considerado como preliminar somente porque não foi anexado oficialmente à investigação.

O presidente do ICCE, Sérgio William, afirma que quatro profissionais trabalharam no laudo, que deve ficar pronto até a próxima sexta-feira (6). O documento definitivo será encaminhado para a 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), que é a responsável pela investigação do caso. Liu Tsun, chefe de engenharia do instituto, confirmou em entrevista para a TV Globo que havia falta de parafusos e outros materiais na construção, mas isso não seria um fator contribuinte para o desabamento. Em alguns locais, onde deveria ter quatro parafusos, havia apenas dois.

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O consórcio Contemat/Concrejato disse em nota que está fazendo uma investigação interna e que o ancoramento da pista nos pilares não fazia parte do projeto básico que recebeu da Geo Rio e da prefeitura. Às voltas com possível investigação no STF por suspeita de corrupção na Lava Jato, Eduardo Paes afirmou querer a imediata punição de todos os envolvidos. A Prefeitura do Rio declarou que o projeto básico é apenas uma referência e que estudos mais detalhados deveriam ter sido feitos pelo consórcio vencedor. #Crime #Rio2016 #Investigação Criminal