Faltando pouco mais de setenta dias para as Olimpíadas, que este ano acontecem no Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina da cidade sede do evento lançou um alerta - a situação da saúde causa preocupação. Com a previsão de quase um milhão de turistas visitando o país para o evento esportivo, o atendimento em serviços básicos de saúde e hospitalares devem ficar comprometidos e a população é que deverá sofrer.

O presidente do Cremerj, Pablo Vázquez, se reuniu na última quinta-feira (19/05) com vários representantes da organização das Olimpiadas e responsáveis pela cidade e estado do Rio de Janeiro em buscar de reorganizar o quadro e trazer uma solução a nível de urgência.

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Segundo Vázquez, há a necessidade de investimentos rápidos por parte da esfera estadual, federal e municipal para prestar a população o mínimo de qualidade nos atendimentos de atenção à saúde. Outra preocupação é a falta de sangue por parte de doadores para transfusões. Devido a uma greve na área administrativa, pode ocorrer uma queda nos estoques e talvez seja necessária a contribuição de outros estados para suprir as necessidades nos hospitais. Para isso, ele pediu atenção do governo para que as Forças Armadas atuem no fretamento do sangue proveniente dos bancos de outros estados.

Em oposição ao que foi dito por Vázquez, o governo garantiu que o setor da saúde não sofrerá problemas durante as Olimpíadas e a população não será prejudicada por conta da alta demanda e da grandiosidade do evento.

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Ainda na quinta (19), Francisco Dornelles, Eduardo Paes e Ricardo Barros - respectivamente governador e prefeito do Rio e ministro da Saúde - instauraram uma parceria para garantir que a saúde será bem assistida durante as Olimpíadas Rio 2016. Mesmo com algumas obras embargadas, eles garantem o funcionamento da saúde e o cumprimento de todo o planejamento estratégico para o evento.

Ambulâncias foram disponibilizadas pelo ministério da Saúde para servir a população durante a Rio 2016, bem como mais de 130 leitos serão abertos em hospitais no Rio de Janeiro. Um aplicativo chamado "Guardiões da Saúde" também irá monitorar a proliferação de doenças e dará dicas para os usuários. #Rio2016 #Crise econômica #sistema de saúde