Cuenca, uma cidade do Equador declarada patrimônio cultural da humanidade, guarda um tesouro do Brasil, além das belas construções coloniais. Ali, a 2.550 metros de altitude, mora e treina Érica Sena, a maior esperança de medalha do atletismo brasileiro, modalidade que não tem nomes de peso para os Jogos Olímpicos. A pernambucana é praticante da marcha atlética e a atleta nacional com melhor posição no ranking mundial, considerando todas as provas da modalidade.

Na recente Copa do Mundo de Marcha Atlética de Roma, na Itália, ela chegou em quarto lugar, na disputa dos 20 km para mulheres, com o tempo de 1h27min18s. Na história do atletismo brasileiro, a marcha jamais teve um nome de destaque.

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Então, qual o segredo do sucesso de Érica?

A resposta é... o amor. Em 2010, a brasileira começou a namorar o equatoriano Andrés Chocho, também atleta da marcha, e se mudou para Cuenca, no ano seguinte. Além de companheiro, Andrés virou treinador de Érica e os resultados têm mostrado o sucesso da parceria. As marcas da atleta têm melhorado a cada prova e, nos Jogos Panamericanos do Canadá, ela ganhou a medalha de prata. Agora, em Roma, conquistou o novo recorde sul-americano.

O equatoriano Chocho também é atleta de ponta na marcha. Foi sexto colocado no Mundial de Roma, na distância de 20 km, e ganhou a medalha de ouro nos Jogos Panamericanos de 2015, nos 50 km.

Na “cola” do ótimo resultado de Érica, o brasiliense Caio Bonfim também teve destaque na Copa do Mundo. O atleta fez o melhor tempo da carreira, com 1h20min20s, chegando em oitavo lugar na prova dos 20 km.

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 No Mundial de Atletismo, na China, no ano passado, ele chegou em sexto lugar e também ganhou a medalha de bronze no Pan 2015, em Toronto.  Nos Jogos Olímpicos do Rio, Caio está classificado para as distâncias de 20 km e 50 km.

Para José Antonio Fernandes, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, “a marcha é uma das modalidades que mais tem evoluído no Atletismo nacional. Temos esperanças de bons resultados na Olimpíada do Rio", avaliou. #Rio2016