O professor Amir Attaran, especialista em saúde pública da Universidade de Ottawa, no Canadá, acredita que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deveriam ser adiados, movidos para outro lugar, ou até mesmo cancelados, pois a presença do #Zika Vírus no Brasil poderia desencadear um “desastre de saúde de proporções globais”.

Em um artigo publicado pela Harvard Public Health Review, Attaran ressalta que as autoridades de saúde brasileiras subestimaram as consequências de realizar os Jogos Olímpicos, mesmo sabendo que o zika vírus poderia se espalhar para outros lugares no mundo onde a doença ainda não existe. O professor destaca que nações mais pobres poderiam enfrentar problemas sérios por não terem condições de combater a ameaça.

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Calamidade mundial

A #Organização Mundial de Saúde (OMS) já declarou a epidemia de Zika vírus como sendo uma emergência de saúde global. E o Brasil, que está esperando aproximadamente 500 mil visitantes estrangeiros durante os Jogos Olímpicos, está no centro da calamidade.

Foi cientificamente comprovado que o vírus transmitido pelo mosquito aedes aegypti causa uma série de defeitos congênitos perturbadores, incluindo problemas neurológicos e o nascimento de bebês com cabeças anormalmente pequenas.

O mosquito transmissor está presente em muitos lugares no mundo, e, segundo o professor Attaran, bastaria apenas um único visitante infectado levar o novo vírus ao seu país de origem para um novo surto ter início e culminar em uma catástrofe mundial.

COI rebate as críticas

As opiniões de Attaran, no entanto, não são compartilhadas por outras autoridades, que insistem que as Olimpíadas não serão afetadas pelo problema do Zika vírus.

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Esta é a visão, por exemplo, do Dr. Richard Budgett, médico e diretor científico do Comitê Olímpico Internacional (COI): “As declarações claras da OMS de que não deve haver restrições às viagens e ao comércio significam que não há justificativa para cancelar, atrasar, adiar ou mover (para outro lugar) os jogos do Rio”, declarou, ressaltando ainda que o COI está acompanhando a situação sobre o Zika vírus “de muito perto”, juntamente com a OMS. #Rio2016