Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da #Petrobras, apontou o pagamento de pelo menos R$ 564,1 milhões em propina a BR Distribuidora, na operação Lava Jato, envolvendo estatais e uma de suas subsidiárias. 

Como não constam alguns valores pagos em propina, como os referentes a obra do armazém de produtos químicos em Macaé, e os valores não foram atualizados, a quantia pode ainda ser maior que a informada. Porém Nestor Cerveró relata que pelo menos de 15 a 20 milhões foram pagos ao ex-presidente da república, Fernando Collor de Mello e ex-ministro do seu governo, Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, nas obras de Macaé/RJ e Rondonópolis/MT.

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No documento publicado pelo STF, Cerveró diz que "foi mantido no cargo por Fernando Collor de Mello e Pedro Paulo Leoni Ramos desde que não atrapalhasse os negócios conduzidos por ambos na BR Distribuidora em Rondonópolis/MT e Macaé/RJ". 

Cerveró afirma que o contrato da obra em Macaé foi feita por modelo de leasing, o mesmo usado em Rondonópolis, e que Fernando Antônio Falcão Soares (Fernando Baiano) teria participado da obra através de um fundo de investimento ligando ele a construtoras (ECAM, Jaraguá e uma terceira não informada) e a UTC teria ficado de fora.

Segue abaixo trecho da Delação de Ceveró, publicada em 02/06/2016 pelo Supremo Tribunal Federal:

(...)ANEXOS 8 e 22 - CONSTRUÇÃO DE BASES DA BR DISTRIBUIDORA PELA UTC e LEASING DE BASES E ARMAZÉM DE PRODUTOS QUÍMICOS EM MACAÉ, RESPONDEU: QUE, desde quando o declarante assumiu a Diretoria Financeira da BR DISTRIBUIDORA, em 2008, a UTC ganhava todas as licitações para construção de bases de distribuição de combustíveis; (...) QUE o declarante,tinha expectativa de receber propina em razão desse negócio; por ter sido o desenvolvedor do respectivo modelo financeiro; QUE o projeto do Armazém de Produtos Químicos e Macaé acabou não indo adiante, não tendo sido implementado; QUE não tem conhecimento de que PEDRO PAULO LEONI RAMOS tenha cobrado R$ 20 milhões de reais de FERNANDO ANTONIO FALCÃO SOARES para permitir que esse' último' obtivesse o contrato do Armazém de' Produtos Químicos de Macaé; (...)

No mesmo relato, Cerveró diz que Collor havia comunicado a então presidente da República, Dilma Russeff, sobre as negociações e sobre o interesse de mantê-lo no cargo.

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#Dilma Rousseff #Lava Jato