Com a crise financeira no estado do Rio Janeiro, a população não poderá mais contar com as refeições oferecidas em 3 restaurantes populares e o café da manhã que era vendido em 5 estações de trens.

A partir de sexta-feira, dia 1º, fecharão as portas os restaurantes populares que funcionam na Central do Brasil, Méier e Cidade de Deus, e os passageiros dos trens da Supervia não poderão contar com o café da manhã que era oferecido nas estações de Campo Grande, Santíssimo, Japeri, Belford Roxo e Duque de Caxias.

O fechamento ocorre porque o estado do RJ acumula uma dívida com os administradores desses restaurantes, que chega a 20 milhões.

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Restaurante Cidadão

Hoje, há 16 restaurantes populares em funcionamento, que são administrados por 6 empresas diferentes, e que fornecem cerca de 37.578 almoços ao custo de R$ 2,00 e 14.064 cafés da manhã ao preço de R$0,50.

Os restaurantes, são mantidos pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), e têm como principais beneficiários trabalhadores de baixa renda, estudantes, desempregados, aposentados e moradores de rua, e ficam localizados em 8 municípios do Rio de Janeiro.

Crise financeira nos programas sociais do estado

As empresas que administram os restaurantes alegam que a crise no programa não é recente, e alegam que estão há 14 meses sem receber do estado, uma dívida acumulada que está em torno de 120 milhões.

No início do mês, o governador em exercício, Francisco Dornelles, já havia anunciado um pacote de medidas para tentar superar a crise financeira, e, entre as medidas a serem adotadas, estava a reavaliação de programas sociais.

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Como parte do pacto de medidas, outro importante programa da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, o Renda Melhor, que atendia cerca de 154 mil famílias, precisou ser suspenso por tempo indeterminado.

Outro programa da SEASDH, o Renda Melhor Jovem, que concede uma espécie de bolsa de estudos, continua em vigor, mas novas adesões estão suspensas e não há previsão de retorno. #Rio2016 #Crise econômica