Literalmente quebrado, o governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles e o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, garantiram que não serão autorizados editais para preencher cargos públicos na esfera do governo estadual. Atualmente, o governador em exercício, mal consegue pagar os salários dos servidores estaduais da ativa e aposentados ou pensionistas.

Os 'concurseiros', termo usado para referenciar aos que estão em busca de uma vaga em algum concurso público, dispõem de poucas alternativas. Pelo mesmo caminho deverão seguir os municípios. Recentemente, o prefeito de Duque de Caxias (um dos municípios com a maior arrecadação do estado), Alexandre Cardoso, afirmou que a prefeitura terá que parcelar o pagamento de seus servidores.

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A verdade é que a situação é complexa e atinge diretamente todas as esferas do governo, desde a Federal até os municípios. No caso do Rio de Janeiro, a arrecadação caiu bruscamente com o novo modelo de distribuição dos royalties do petróleo e a falta de investimentos da Petrobras que paralisou o Comperj e a indústria naval.

Sobraram aos concurseiros as alternativas de jogarem suas fichas nos certames militares, Exército, Marinha e Aeronáutica, ainda que também sofram redução do número de vagas, são instituições que tradicionalmente demandam de muitos profissionais para suprir seus quadros. Estes órgãos, regularmente, abrem concursos públicos e a oferta de oportunidades é bem atraente.

Ainda, a nível federal, existe a expectativa de que órgãos que fiscalizam, aqueles que arrecadam para o governo, fiquem em alta.

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Aqui entram institutos como o INSS, que, devido a sua importância social e arrecadação, deve seguir em evidência, e a Receita Federal, que arrecada, anualmente, as contribuições dos cidadãos (Imposto de Renda) e faz os repasses à União.

O fato é que a 'era de ouro' dos concursos públicos já passou. Restam agora aos candidatos, além do foco e da paciência, a seletividade dos órgãos para os quais deverão estar concentrando seus esforços. E torcer para que a grave crise financeira passe e o país retome o caminhos do crescimento. #Finança #Crise econômica #Crise-de-governo