O estado do Rio de Janeiro está vivendo uma grande calamidade pública. Um grupo de policiais resolveu fazer um protesto na manhã desta segunda-feira (27) em resposta aos cortes no orçamento e o não recebimento dos salários. 

Uma grande faixa foi estendida pelos oficiais no portão de desembarque do Aeroporto Internacional Tom Jobim. Na faixa estavam alguns dizeres, como: "Bem vindos ao inferno". A intenção dos policiais é mostrar para os turistas a falta de segurança e de apoio do governo, que pode prejudicar a realização dos Jogos Olímpicos na Cidade Maravilhosa. 

Em uma carta aberta à população, os policiais falaram que estão faltando até itens básicos, como papel e água, além de uma equipe reduzida de policiais disponíveis nas delegacias.

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Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro achou justa as reivindicações dos policias e confirmou a veracidade dos fatos. Até agora, não se tem o número exato das delegacias que estão participando desse protesto.

Vestidos de preto

Os policiais que participaram do protesto estavam vestidos de preto, simbolizando o "luto" da categoria. De acordo com Fábio Neira, presidente da Coligação dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, a categoria é muito requisitada pela sociedade e possui más condições de exercer suas funções. O nosso objetivo, disse Neira, é mostrar para a população que trabalhamos sob grande risco e em situações precárias. Segundo Neira, os policias sofrem com o parcelamento de salários e redução da estrutura nas delegacias.

Paralisação

O Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindelpol-RJ) emitiu um comunicado e divulgou em todas as delegacias do estado uma explicação para a população em relação aos motivos da paralisação.

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O Sindicato afirmou que quase todas as delegacias estão apoiando as atitudes dos policiais no protesto. A assessoria da Polícia Civil disse que todos os esforços estão sendo feitos junto ao Governo do estado do Rio e à Secretaria de Estado de Segurança para que a situação volte ao normal e a sociedade não sofra com a paralisação. #Crise #Casos de polícia #Crise no Brasil