Quem estava esperando uma chegada calorosa no Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016 teve algo bem diferente disso nesta terça-feira. Durante oito horas, policiais civis do Rio de Janeiro paralisaram suas atividades para protestar. Os atos aconteceram no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), um dos maiores do país. O motivo da manifestação foram as péssimas condições de trabalho. Muitos afirmaram que estão sem materiais básicos, como papel higiênico, tinta de impressora e papel para imprimir boletins de ocorrência. Os policiais também afirmam que passam sede nas delegacias, pois estão sem água para beber.

Com faixas escritas em inglês: "Bem vindos ao inferno: policiais e bombeiros não foram pagos.

Publicidade
Publicidade

Qualquer pessoa que venha para o Rio de Janeiro não estará segura". Segundo o sindicato da categoria, o Sindelpol (Sindicato dos Delegados de Polícia do Rio), foram paralisadas todas as investigações e atividades básicas no período entre 8h da manhã e 16h de segunda-feira. Casos graves, como homicídios, que são obrigados a permanecer em operação, não pararam. Rafael Bacia, presidente da instituição sindical, afirma que os policiais civis estão em condições absurdas de trabalho: "Chegamos no limite", falou.

Os inspetores de polícia também participaram da ação. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os cortes realizados pelo governador interino Francisco Dornelles (PMDB) estão prejudicando o efetivo policial. Alguns moradores do Catete, onde se localiza a 9ª Delegacia de Polícia, chegaram a doar papel higiênico para os oficiais.

Publicidade

O local anteriormente foi interditado pela Vigilância Sanitária, que considerou a delegacia imprópria para se trabalhar.

Além da má condição de trabalho, as viaturas de polícia também não estão rodando, pois falta combustível e manutenção devida.

Crise econômica e dívidas

Os policiais não são os únicos prejudicados com os cortes estabelecidos pelo governador. A crise econômica avançou tanto que os servidores estão em estado caótico. Dornelles já decretou estado de calamidade pública e os servidores seguem com salários atrasados. Os delegados também não recebem em dia. Ao total, o governo deve R$ 468 milhões aos trabalhadores. #Casos de polícia #Crise no Brasil #Protestos no Brasil