Um grupo formado por quatro travestis teve a ação registrada pela Polícia Militar. Eles agiam sempre juntos durante a noite na Lapa. Enquanto fingiam conversar, observavam as pessoas que por ali passavam, a fim de escolherem as possíveis vítimas.

Na filmagem, os travestis começam cercando um casal. Um deles tenta pegar a carteira do rapaz, enquanto os outros tentam segurá-los. Como o casal escapa, o grupo, sem perder tempo, parte para outra tentativa de roubo.

Na sequência, a quadrilha escolhe outro casal para roubar. Os bandidos dificultam a passagem dos dois, que passam e nem percebem que tiveram o celular furtado. Depois, o dispositivo passa por várias mãos de outras pessoas, que também fazem parte do grupo de ladrões, enquanto tudo é filmado pela PM.

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Segundo a Polícia Militar, o grupo formado por quatro travestis, sempre agia junto na Lapa, um dos bairros mais tradicionais do Rio, frequentado em especial por turistas durante a noite. Entre os objetos mais furtados, estão celulares e carteiras, mas tudo acabou depois que a polícia descobriu o que eles faziam. Sem desconfiar em nenhum momento que estavam sendo filmados, os quatro travestis acabaram sendo presos em flagrante.

Segundo David Ricardo Costa, coordenador da Lapa, foram colocados três agentes em pontos estratégicos para filmar a ação da quadrilha e outros dois ficaram próximos dos bandidos para monitorá-los. De acordo com cada imagem de roubo capturada, um dos agentes ia até os bandidos e os prendiam, logo, todos foram encaminhados para a 5ª DP.

Agora, se condenados, os travestis podem pegar até 15 anos de prisão.

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Como eles agiam há algum tempo, eles chegaram a fazer várias vítimas no local, por isso, é muito comum pelo bairro ouvir pessoas relatando a ação dos criminosos.

“Eles chegaram por trás e colocaram uma faca e disseram ‘passa tudo’, então eu dei o meu celular para ele”, disse uma jovem que foi assaltada pela quadrilha. “É muito comum a gente ver as pessoas sendo abordadas inesperadamente”, disse uma outra testemunha. #Crime #Casos de polícia #LGBT