A manhã de segunda-feira, 4, foi extremamente agitada no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio de Janeiro. Aproximadamente 60 agentes da segurança da cidade, como policiais civis, militares e bombeiros, se juntaram para se manifestar contra o atraso nos salários, a falta de boas condições de serviço e a violência contra policiais.

O protesto também teve um caráter de aviso aos turistas. Isso porque os manifestantes levaram faixas e cartazes – muitos deles escritos em inglês – denunciando a situação do Rio de Janeiro. Um deles dizia: “Bem-vindos ao inferno”, fazendo uma alusão ao atual momento da cidade.

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O protesto ocorreu na véspera de faltar apenas um mês para os Jogos Olímpicos, que neste ano ocorrem na Cidade Maravilhosa.

“Quem vier para o Rio não estará seguro”, advertia um outro cartaz. Em determinado momento, os policiais perfilaram bonecos de costas fazendo referência à violência que os agentes da segurança sofrem na cidade. Houve gritos de repúdio e contrários ao governador em exercício Francisco Dornelles, do PP, e também ao secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

As manifestações no Galeão ocorreram no mesmo dia em que o prefeito Eduardo Paes fez duríssimas críticas à postura do governo quanto à segurança. Segundo Paes, o governo estadual faz um “trabalho terrível” no que diz respeito à segurança dos cariocas. Contudo, ele lembrou que para os Jogos Olímpicos a União enviará a Marinha, o Exército e a Força Nacional, assim como já ocorreu pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014.

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#Crise #Rio2016 #Protestos no Brasil