O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), perdeu a paciência com o governo do Estado, que hoje é governado por Francisco Dornelles (PP), em substituição ao governador licenciado por problemas de saúde, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Dornelles decretou no último dia 17 calamidade pública, em que alega grave crise financeira, dificultando gastos com as Olimpíadas, segurança pública, saúde e educação.

Eduardo Paes, em entrevista ao jornal RJTV, disse que o governo precisa tomar 'vergonha na cara' e cumprir com suas obrigações para conter a crise que o Rio de Janeiro atravessa. Vale ressaltar que o Estado é governado há 12 anos pelo PMDB, e que o problema foi a incompetência e má gestão com as finanças.

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Os governos de Lula e Dilma foram grandes parceiros em investimentos e recursos durante esse período. As criticas de Paes favorecem aos seus adversários na disputa pela prefeitura deste ano, e colocam a gestão estadual do PMDB em cheque. Ele, que também vem sendo questionado sobre sua administração, tentará fazer o seu sucessor.

O Prefeito tenta se descolar da crise que se passa no PMDB em seu estado e da falta de legitimidade que o governo Temer vem sofrendo na presidência da República.

Crise e impeachment na mira dos adversários

Em ano de eleições, dois senadores que serão candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) e Romário (PSB), já afinam seus discursos contra o partido do prefeito. Eles, que votaram pela admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, já sofrem pressão para mudar o voto decisivo. Continuar com o PT, que no governo federal foi um grande parceiro do Rio de Janeiro, com grandes investimentos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nas favelas cariocas, ou apoiar o PMDB, que afundou as finanças do estado.

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A crise do Rio de Janeiro e o voto do impeachment podem favorecer aos candidatos.

O senador Romário em seu discurso na votação do impeachment na Comissão Especial do Senado, disse: "O que votamos hoje é a possibilidade de conhecer melhor os fatos". Será que o senador mudou de opinião? Além disso, qual seria a melhor parceria para o prefeito em 2017?

Marcelo Crivella discursou no mesmo dia: "Não queria e não quero. Não desejava e não desejo. Cumpro um duro dever diante dos fatos, do que me impõe o povo brasileiro, sobretudo minha gente, o povo fluminense", afirmou. #Finança #Rio2016 #Crise-de-governo