Um jovem de 16 anos foi morto com um tiro na cabeça na noite desta quinta-feira (30) no Borel, na Barra da Tijuca (Zona Norte do Rio), por PMs que, segundo testemunhas, confundiram um saco de pipoca com drogas. Os policiais afirmam que o adolescente foi morto em uma troca de tiros com traficantes.

Jhonata Dalber Matos Alves vivia no Morro do Borel onde a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) existe há seis anos. Depois de levar o tiro, foi socorrido e levado ao Hospital Federal do Andaraí, mas já chegou morto. Testemunhas acusaram os policiais de terem matado o garoto sem nenhum motivo.

Um morador que não quis se identificar contou que Jhonata pegou o saco de pipoca e desceu.

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Foi quando ouviram um tiro (que supostamente atingiu o jovem) seguido de muitos outros. Ele afirma ainda que não havia bandidos. “Não foi troca de tiros. Foi eles, só os ‘polícia’ dando tiro", declarou

A mãe está inconformada e desmente a versão da Polícia Militar. O avô da vítima contou que um colega estava acompanhando o seu neto e que teve que implorar para também não ser morto. Já uma tia confirmou a versão dos moradores dizendo que a mãe de Jhonata pediu para ela fazer as pipocas e o sobrinho quem foi buscá-las. “Ele foi buscar o saquinho de pipoca, quando ele vinha descendo, o policial confundiu o saco de pipoca com drogas. Como isso pode acontecer?”, disse indignada.

O delegado Fabio Cardoso disse que um dos policiais que participou da ação contou que o jovem portava uma arma e atirou contra eles, mas não foi encontrado pela perícia nenhum armamento, muito menos o saco de pipoca (que para o delegado parece não ter muita importância).

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O 6° BPM defendeu os PMs e declarou que Jhonata foi atingido por uma bala perdida durante um tiroteio entre eles e traficantes da região. Em entrevista ao G1, a UPP afirmou que outro homem foi baleado durante o acontecido e também levado para o Andaraí.

Os moradores do morro ficaram revoltados e o policiamento foi imediatamente reforçado na portaria do hospital onde o jovem foi socorrido. Algumas pessoas atearam fogo em pilhas de lixo nas margens do morro e jogaram pedras em policiais. O Batalhão de Choque foi acionado, reforçando também a segurança da Tijuca. #Casos de polícia #Morte