Na manhã dessa quarta-feira, 13, foi divulgado um relatório que afirmava que um combatente do #Estado Islâmico, que é brasileiro, estava preparado para realizar um atentado no Brasil durante as Olímpiadas.

A revelação feita pelo general Christophe Gomart, que é Diretor de Inteligência da França, não foi premeditada. O militar participava de uma audiência de uma comissão parlamentar que investiga os atentados de Paris, que deixaram mais de cem pessoas mortas em novembro do ano passado, e só falou sobre o assunto após ser provocado por um parlamentar.

Na ocasião, o deputado George Fenech questionou o general sobre um possível atentado contra a delegação francesa no Rio de Janeiro.

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Gomart confirmou a informação, mas não passou maiores detalhes. Não foi divulgada qualquer informação sobre esse brasileiro, bem como sobre a sua localização. Não se sabe se o mesmo está livre ou preso. A única informação é que ele pode não estar no Brasil.

Trabalho em conjunto contra o terrorismo

Para auxiliar na segurança das Olimpíadas no Rio de Janeiro, a Agência de Inteligência Brasileira e a autoridades policiais trabalham em conjunto com membros da inteligência de outros países, como Estados Unidos, Espanha, França e Reino Unido. Juntos, tem sido feito o monitoramento de possíveis terroristas.

Há algumas semanas foi divulgado que um terrorista brasileiro do ISIS estava sendo monitorado e que ele é o responsável por traduzir a página dos jihadistas para a língua portuguesa. A PF também teria indiciado um catarinense, que é monitorado com uma tornozeleira, da qual utilizará até o fim dos jogos olímpicos.

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Além destas, outros 30 brasileiros são monitorados por possível envolvimento com o Estado Islâmico.

Parecer nacional após revelação francesa

O diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Wilson Trezza, disse que não recebeu um comunicado oficial sobre o relatório, mas que esperava que o mesmo venha a acontecer logo, pois os dois países têm mantido contato constante.

O Ministério da Defesa deixou claro que atitudes sobre o caso são de responsabilidade da Abin. O governo do Rio de Janeiro não quis se pronunciar sobre o fato, pois o combate ao terrorismo não é de competência estadual. #Rio2016 #Ataque Terrorista