Jayson Lee é um lutador de jiu-jistu de 27 anos, da Nova Zelândia. É mais conhecido como Jay. O lutador disse que, no sábado (23/07), voltava de uma competição em Resende (sul do Rio), quando foi sequestrado pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. De acordo com o depoimento de Lee, os PMs o pararam em uma blitz, disseram que ele não poderia estar dirigindo sem o passaporte e que iria ser multado.

Os policiais teriam mandado ele seguir as motos até um posto da polícia. Chegando ao posto, ordenaram que ele entrasse em um carro particular. Levaram o lutador para a cidade de Caxias, na baixada fluminense do RJ. Disseram que a multa custava 2 mil reais e que deveria ser paga em mãos (dos próprios policiais).

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Em Caxias, o lutador foi levado a um caixa-eletrônico e teve que fazer um saque de 1 mil reais. Como não foi o suficiente, os policiais levaram Lee a outro caixa para sacar os outros mil reis que faltavam. Depois disso, os PMs levaram Lee de volta ao posto policial onde ele entregou os dois mil reais e foi liberado.

O lutador, Jayson Lee, prestou queixa em um a delegacia. Segundo ele, foi parado por uma viatura com a sirene ligada, teve todo um procedimento padrão, com revista e verificação dos documentos, tanto dele como do veículo. Todos os homens estavam com farda. Não havia dúvidas que eram policias militares.  O ocorrido vai ser investigado pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo. Os investigadores acreditam que foram agentes do Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE).

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"No Brasil, a polícia faz o que quer" 

O lutador postou em suas redes sociais que teria sido sequestrado: “fui sequestrado no Brasil”, mas não por qualquer bandido, por homens de farda. Disse que foi ameaçado de prisão caso não entrasse no carro para do PM. Tudo isso sob uma alegação de não poder estar dirigindo um caro alugado sem passaporte. Afirmou, ainda, que policiais fazem o que querem no Brasil.

Condutores estrangeiros podem sim, dirigir carros no Brasil, desde que estejam portando documento de habilitação. E era o caso de Lee. #Terrorismo #Rio2016