A violência no Rio não perdoou nem mesmo a Força Nacional. Na tarde dessa quarta-feira, 10, um grupo de militares entrou por engano na Vila do João, zona norte do Rio. O local é dominado por traficantes perigosos. 

Informações preliminares afirmam que os militares foram baleados, um deles, que veio do Acre para atuar na segurança da Rio 2016, recebeu um tiro de raspão na testa, foi atendido e passa bem. Um soldado levou um tiro na cabeça e encontram-se em estado grave. 

Os militares atacados pelos criminosos foram: Rafael Pereira, que veio do Piauí para as Olimpíadas, Hélio Andrade de Roraima e capitão Alen Marcos Rodrigues Ferreira, de Cruzeiro do Sul, sendo que o último passa bem.

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Hélio precisou passar por uma cirurgia de emergência para remover o projétil da cabeça e segue internado no hospital Salgado Filho. 

A Secretaria de Segurança e a Polícia Militar informaram que não vão se pronunciar sobre o atentado. A assessoria das #Força Nacional ainda não se manifestou sobre o ocorrido dessa tarde. Familiares das vítimas já foram avisadas do que aconteceu e alguns parentes do militar que está em estado grave ficaram de ir para o Rio acompanhar o estado de saúde do profissional de segurança. 

Medo e insegurança tomam conta das ruas do Rio 

Muitos cariocas têm reclamado que, apesar de todo o investimento na segurança da cidade olímpica, ainda existem muitos lugares sem qualquer reforço policial. O excesso de favelas e o baixo investimento em segurança pública, fez com que a criminalidade tomasse conta de algumas regiões da cidade maravilhosa, tornando famílias reféns das regras definidas pelos traficantes. 

Ataques de criminosos contra militares ocorrem com frequência.

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No ano passado, um vídeo em que mostra soldados sendo alvejados por tiros na entrada de uma comunidade carioca acabaram se tornando virais na internet, o que evidenciou a audácia dos traficantes que não aceitam perder seus postos no Rio. 

Atualmente o #Rio de Janeiro conta com milhares de militares e policiais que vieram do Brasil inteiro para colaborar com a segurança da cidade durante a execução dos jogos olímpicos. Segurança privada e policiais de outros países também auxiliam na segurança da Rio 2016.  #Maré