Vez por outra ouvimos dizer que “cidade sem #História é cidade sem memória”. Não se sabe ao certo, quem é o autor dessa célebre frase; porém, quando nos deparamos com o estado precário em que se encontra o patrimônio histórico de São Gonçalo, constatamos que a nossa cidade está mesmo sofrendo amnésia – ou Alzheimer – e tudo porque falta vontade política de se investir nessa área.

Estamos perdendo paulatinamente as nossas funções cognitivas e vendo apagar da memória, ao longo dos anos, um importante legado deixado por nossos antepassados. Por ora, só nos restam ruínas daquilo que um dia abrigou a côrte portuguesa, antigas capelas medievais que ainda resistem ao tempo e os calabouços de tristes histórias de negros escravos trazidos da África nos porões dos navios.

A dimensão geográfica que limita o território gonçalense, guarda relíquias que deveriam ser preservadas, como por exemplo a Fazenda Colubandê, a Fazenda do Engenho Novo e a Fazenda de Itaitindiba.

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Esses patrimônios estão morrendo aos poucos – e com eles a memória de uma cidade asfixiada pela negligência dos poderes públicos, que dá os seus últimos suspiros.

Os órgãos de defesa do meio ambiente tentam convencer o governo da importância de se preservar a história, mas ninguém ainda se deu conta disso.O que se deve fazer, antes de a lâmpada se apagar, é lutar por uma interação no sentido de unir a História com a Educação – essa, aliás, é uma das propostas do professor Carlos Henrique Pereira Martins, pré-candidato a vereador de São Gonçalo pelo Partido Rede Sustentabilidade (REDE).

Convém mostrar a importância de se valorizar o patrimônio histórico cultural, debatendo questões ligadas ao desenvolvimento e preservação da história local e história ambiental, bem como abordar a temática do meio ambiente nas escolas, pois são pequenos gestos como esses que ajudam a manter acesa a memória histórica de um povo.

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Joel Silva é jornalista, docente do Ensino Superior pela Universidade Estácio de Sá e diretor-editor do Jornal IMPACTO GOSPEL NEWS. #Casos de polícia