“Houve um tribunal entre eles para decidir se me matariam e se matariam meu parceiro”. A frase é de um segurança que atua no setor de cargas e define os momentos de tensão pelos quais passou ao lado do colega, um motorista de caminhão, após um assalto na Pavuna, Zona Norte do Rio.

Os bandidos fizeram os dois e mais uma terceira pessoa de reféns após o roubo de carga de um caminhão da empresa Fedex, na manhã deste sábado (24). A estimativa é que o material roubado, que conta com produtos eletrônicos, valerá R$ 2 milhões.

Os reféns foram levados para o Morro da Pedreira, onde, de acordo com o segurança, os assaltantes fizeram uma espécie de tribunal  para decidir se iam matar as vítimas.

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Conforme contou ao jornal RJTV, um dos criminosos estava muito nervoso. Alterado, ele defendia que o bando tinha que matar os reféns. Chegaram a abrir o porta-malas de um carro e pegar dois fuzis. As armas foram apontadas para o rostos do segurança e do motorista.

Graças à intervenção de um outro bandido, que disse que não haveria a necessidade de matar ninguém, os outros bandidos, inclusive o que estava mais alterado, desistiram das execuções.

Para o segurança, Deus é o único motivo plausível para fazer com que o criminoso, que queria as mortes, mudasse de ideia de repente.

Equipes do 41.º BPM (Irajá) fizeram buscas na comunidade da Pedreira, na tentativa de encontrar os assaltantes. Até o momento, os suspeitos não foram identificados e não há pistas de onde está a carga. Porém, o caminhão foi encontrado pela Polícia Militar.

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A carga foi roubada na Rua Mercúrio, na Pavuna, Zona Norte do Rio. Os bandidos, fortemente armados, fizeram o cerco em dois carros, dotados com giroflex, um equipamento de alerta similar ao da polícia. Essa foi uma estratégia para enganar momentaneamente as vítimas, que pararam o caminhão.

Depois de renderem o motorista, um ajudante e quatro seguranças que faziam a escolta, levaram a carga para um local chamado Costa Barros, no Morro da Pedreira. As armas dos vigilantes também foram levadas pelos criminosos.

A Polícia Civil tem informações de que oito bandidos participaram da ação, que não contou com nenhum tiro disparado.

#Crime #Casos de polícia