Em algumas cidades, o clima de coronelismo do “olho por olho, dente por dente” ainda impera, em pleno século 21.

Que o diga os moradores da cidade de Japeri, na Baixada Fluminense, onde um candidato à prefeitura sofreu um atentado a tiros.

André Luís de Oliveira Cristino, o Andrezinho (PRP), de 39 anos, quase morreu na madrugada da última sexta-feira. Ele chegava de carro em sua casa, no bairro Chacrinha, quando foi alvo de vários disparos.

A vítima acredita ter sido alvo de atentado político planejado por seus adversários na corrida eleitoral. Por ser policial, o político reagiu rapidamente e acabou baleando dois dos quatro atiradores.

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Seu carro é blindado e ele nada sofreu. À polícia, Andrezinho disse que trafegava pela Rua Santo Antônio, perto do Largo da Chacrinha, quando foi fechado por homens armados em um outro carro. Seu segurança o acompanhava.

Depois de escapar ileso, o candidato foi até o posto de policiamento comunitário de Japeri e comunicou o fato. Viaturas foram até o local indicado pelo político, mas os suspeitos não foram mais encontrados.

Essa é a primeira vez que Andrezinho sofre esse tipo de ataque. Segundo ele, como a oposição teria tentado de várias formas com que ele retirasse seu nome da disputa, é muito provável que sua execução tenha sido encomendada por outra candidatura.

As marcas de tiros de fuzil no carro, uma Pajero, mostram que os matadores tinham mesmo a intenção de eliminar o candidato da reta final das eleições.

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Ao todo, são 19 perfurações de bala.

Um boné com duas marcas de tiro foi coletado do local dos fatos para análise. A polícia acredita que o acessório seria de um dos suspeitos baleados.

O delegado Flávio Loureiro informou que não considera como linha de investigação a hipótese de roubo. Porém, não  há como cravar ainda que a motivação do atentado foi política.

Para elucidar melhor os fatos, a Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar os marginais. Testemunhas do #Crime serão ouvidas e os suspeitos baleados estão sendo procurados em hospitais.

#Casos de polícia