O Rio de Janeiro está passando por uma das piores crises que já enfrentou, sendo assim, é mais do que normal vermos o governo cortar gastos, entretanto, enquanto a merenda nas escolas está cada vez mais escassa, para os políticos há uma grande fartura e gasta-se uma verdadeira fortuna com os bufês servidos. Wagner Victer, secretário de Educação do Rio, informou que não vai mais usar a tabela da "Fundação Getúlio Vargas" sobre a qual tinha-se o percentual de 30%. Agora o que prevalece são os valores que o Tribunal de Contas do Estado determinou e que não têm os 30%.

Os responsáveis pelas escolas, principalmente aqueles que encontram-se nas mais afastadas, já não sabem mais o que fazer para manter o atendimento aos estudantes, com um orçamento tão baixo.

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Os fornecedores não têm o menor interesse nos preços pagos e assim, nas escolas, a merenda já começa a faltar.

Tudo seria perfeitamente compreensível se o motivo fosse a falta de dinheiro do estado, entretanto, a Casa Civil preparou uma licitação que busca fornecedores para o órgão, só que com um orçamento bem mais gordo, contando com 56% a mais do que as escolas. Um bom exemplo vemos no arroz que para as escolas deve custar no máximo R$ 2,61 o quilo e é claro que nenhuma empresa vai querer oferecer o alimento a um preço tão baixo. Porém, o quilo do mesmo arroz para a Casa Civil pode custar até R$ 4,08 sendo que assim os fornecedores vão querer fornecer para o segundo, que paga mais.

O corte vale para o feijão, carne, entre outros alimentos. As escolas ainda conseguem comprar alguns legumes, já que os fornecedores aceitam os valores estipulados, mas é só.

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A merenda escolar acaba ficando à base de legumes, deixando de fora do cardápio dos alunos outros alimentos importantes, como o peixe, frango, entre outros.

Para as reuniões do governador que irão acontecer nos próximos 90 dias já está tudo certo. A licitação pagou um preço mais alto e os fornecedores apareceram em peso.

Enquanto isso, nas escolas, os diretores só podem comprar no valor máximo estipulado na tabela, do contrário, terão que pagar a diferença. Quem acaba sendo prejudicado são os alunos que não podem mais contar com a merenda que deveriam ter diariamente. #Rio de Janeiro #Escola #Corrupção