Uma situação dramática está acontecendo no Hospital Getúlio Vargas, na Zona norte do Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira (29), uma mãe se desesperou ao receber a notícia da morte cerebral de seu filho de 18 anos, após sofrer um acidente de carro.

Vanessa Loureiro da Silva, juntamente com outras pessoas da #Família, fizeram uma corrente de orações na porta da Unidade de Saúde rogando aos médicos que não desligassem os #Aparelhos que estavam mantendo Renan Grimaldi ainda vivo, mesmo que artificialmente.

O procedimento normal quando ocorre esse tipo de #Morte encefálica é o desligamento dos aparelhos que mantêm o organismo funcionando, mas mediante o apelo dos familiares do jovem, isso não foi feito.

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A mãe de Renan disse, emocionada, que seu filho não está morto, que ele está vivo, pois o coração dele ainda está batendo e os outros órgãos do corpo estão bem. Ela falou que agradecia muito a Deus pelos médicos não terem desligado os aparelhos e que ela está fazendo tudo que pode e que vai até o fim. Ela acredita que vai sair com o filho bem do hospital.

As autoridades agora terão que resolver o que será feito neste caso, onde envolvem os familiares do paciente e o hospital, a razão contra a emoção. 

O pai de Renan, o empresário Rodrigo Amorim Grimald, afirmou que os médicos querem desligar os aparelhos e declarar a morte do seu filho, mas eles não concordam, pois os outros órgãos estão em bom funcionamento. Segundo o neurologista André Gustavo Lima, infelizmente a morte cerebral não tem retorno, sendo irreversível, visto que o cérebro é quem comanda todas as atividades do corpo humano. 

Agora é esperar para ver qual será a decisão das autoridades, se vão convencer a família que não há mais o que fazer pelo jovem Renan.

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Vale lembrar que quando ocorre uma morte cerebral e os outros órgãos continuam funcionando perfeitamente, os mesmos podem ser doados para pessoas que estão na fila de espera da Central de Transplantes.

Vale informar também que os órgãos só podem ser retirados de uma pessoa com morte encefálica, confirmada pelos médicos, se a família autorizar a doação e se houver compatibilidade dos órgãos do morto com as pessoas que aguardam na fila de espera.