Uma discussão de trânsito com um taxista no Rio de Janeiro terminou com agressões contra a jogadora de vôlei do Fluminense, Luciana Severo.

Na última quinta-feira (20), a atleta foi ferida no rosto depois de se envolver na  confusão com o profissional, em Ipanema.

Luciana relatou o que aconteceu em sua página no Facebook. O post afirma que a agressão praticada pelo taxista ocorreu após uma discussão na Rua Prudente de Moraes. Além do nariz, a jovem teve o dedo quebrado.

Ela contou que por causa da agressão ficará sem poder exercer o seu trabalho. Tudo teria começado quando a condutora parou no sinal vermelho. Quando o sinal abriu, ela demorou alguns segundos para partir, pois o carro é automático.

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No momento em que ela engatava a marcha o taxista começou a buzinar e xingá-la de palavras de baixo calão.

No sinal seguinte ela saiu do carro com intenção de mostrar que era mulher. Achava que isso o acalmaria. Porém, ainda mais nervoso, o homem teria partido para cima e lhe dado um soco. Luciana teria caído com o impacto do murro, o que não o impediu de continuar agredindo. A atleta começou a gritar socorro e pedestres se aproximaram para tentar ajudá-la.

A atleta está com o nariz e dedo quebrados e muitas escoriações. Terá de passar por uma cirurgia e ficar afastada das quadras por tempo ainda indeterminado.

Neste domingo (23), ela não participou do jogo pela final de um campeonato. 

A atleta já avisou que entrará na Justiça contra o condutor profissional. Alerta que ele não tem condições psicológicas de dirigir pelas ruas e conduzir cidadãos e tem medo de represálias, já que quando batia nela disse gritava várias vezes com fúria que batia em mulher mesmo.

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Já o acusado, Williams Lopes, alega que foi Luciana foi quem começou a briga. Ele afirmou ela parou no sinal verde. Disse ainda que o sinal fechou e abriu novamente e ela não dava a partida com o veículo. Então ele e outro profissional permissionário de cooperativa começaram a buzinar. Disse que a atleta ainda o chamou de nanico e afrodescendente e partiu para cima dele dando-lhe um tapa na cara. Foi então que ele reagiu com um soco.

Já a atleta afirma que não o agrediu nem de forma verbal e nem de forma física.

O episódio foi registrado na 14º DP, do bairro do Leblon. De acordo com o jornal "Globo", Luciana tem 12 passagens pela polícia, dos quais em dois é respondeu por ameaça. Nos outros 10 aparece sempre como vítima. O taxista, por sua vez, esteve envolvido em dois Boletins de Ocorrência: um deles por acidente de trânsito e outro por ter feito gato de energia elétrica.

O taxista foi fichado por lesão corporal leve. Para esse crime, a pena máxima é de 12 meses. #Crime #Casos de polícia