A segunda-feira passada, 10, foi bastante tumultuada para uma grande parte dos moradores do Rio de Janeiro. Os bairros de Copacabana e Ipanema, bem como as favelas vizinhas, Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, todas localizadas entre estes dois bairros de classe alta, serviram de palco para uma dramática revelação de agitação.

Desde a manhã até à noite, muitos tiros foram ouvidos. O conflito resultou na morte de três suspeitos, outros oito presos e três policiais feridos.

As três favelas estão ocupadas desde 2009, como parte do programa Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), uma iniciativa conduzida pelo Governo Estadual, com o objetivo de conter a #Violência e o tráfico de drogas.

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Os confrontos de segunda-feira começaram quando uma viatura-patrulha da UPP encontrou um grupo de traficantes armados. A polícia afirmou que o homem morto naquela manhã estava segurando uma metralhadora AK-47. Ele tinha 22 anos.

Um momento de grande tensão ocorreu por volta das 3h30, quando um grupo de suspeitos foi encurralado pela polícia. Após várias trocas de tiros, um dos suspeitos morreu ao cair de cima de um morro. A polícia disse que encontraram 8 quilos de cocaína na operação e seis suspeitos foram presos.

O evento afetou a vida de milhares de pessoas. Lojas ficaram fechadas durante a maior parte do dia, o tráfego foi desviado, e até mesmo uma estação de metrô, a General Osório, fechou uma de suas saídas.

Veja o vídeo abaixo no momento exato em que o traficante cai de cima do morro:

Ao anoitecer, muitos moradores da favela tinham temores sobre voltar para casa devido a balas perdidas.

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Desde 2013, o secretário de Segurança Pública não fornece dados sobre o número de vítimas mortas por balas perdidas no estado do Rio de Janeiro, apesar de uma estimativa não-oficial, feita pelo jornal O Globo, afirmar que, em janeiro de 2015, 32 pessoas foram atingidas.

Em julho passado, após as mortes de quatro pessoas por balas perdidas, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, declarou que ele estava triste com a morte, embora ele também afirmou que "historicamente, Rio de Janeiro é isso".

Beltrame renunciou na terça-feira à tarde, após meses de rumores de que ele deixaria o cargo por motivos pessoais, depois de uma década no comando. Segundo o mesmo, sua renúncia não tem relação com a violência ocorrida na última segunda-feira. #Crime #Casos de polícia