Atualmente, com o preço acessível, qualquer pessoa pode ter um celular. Essa facilidade, entretanto, não impede que ladrões subtraiam os aparelhos das pessoas, ao contrário, a diversidade de marcas, modelos e a distração dos transeuntes parecem ser um convite aos criminosos de plantão.

Por conta disso, os comércios ilegais, como as “feiras do rolo”, possuem centenas de aparelhos subtraídos através de roubo ou furto e que são vendidos por valores ínfimos. Não é difícil encontrar um intermediário ou um aparelho de última geração sendo vendido, sem carregador, sem caixa e por menos da metade do preço de um aparelho comprado em uma loja.

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Esses aparelhos com valores muito baixos são, em sua grande maioria, roubados, e a polícia civil carioca decidiu adotar um novo sistema para recuperar os celulares. Os aparelhos comprados em lugares pouco confiáveis ou que estejam registrados como frutos do #Crime, receberão mensagens de notificação da polícia civil, pedindo que o dono do aparelho se dirija até a delegacia para provar a aquisição licita do aparelho.

A medida começou a ser testada em outubro e 130 alertas foram emitidos, dos quais houve a comprovação de que todos os aparelhos eram roubados. Parte dos aparelhos são rádios da Nextel, empresa que trabalha ajudando a polícia civil na identificação das linhas. As demais operadoras, segundo as autoridades policiais, desobedeceram a ordem judicial para ajudar na identificação e emitir alertas e pagarão 10 salários mínimos de multa.

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Vale ressaltar que embora encontrar um celular por preço muito baixo no mercado informal seja suspeito, muita gente não sabe ou não desconfia que o mesmo é roubado, o adquirindo por acreditar estar fazendo um bom negócio. É uma situação parecida com a de muitas pessoas que caem em golpes de lojas virtuais.

O que fazer se receber o alerta?

Talvez muita gente pense: “Vou fingir que não recebi a mensagem, pois não quero ser preso”. Entretanto, ocorrerá o contrário. Aqueles que não comparecerem na delegacia, serão indiciados por recepção e podem ser presos, já os que forem na delegacia, irão apenas prestar esclarecimentos e apresentar alguma prova de que o aparelho foi adquirido de forma legal e não obtido através do roubo ou furto. Quem não comprovar o meio licito de aquisição do celular, terá o mesmo apreendido.

A polícia tem como identificar as pessoas que adquiriram os aparelhos, pois mesmo trocando o número da linha, o número de série do aparelho é o mesmo. Quem receber o alerta tem 5 dias para se dirigir até a delegacia da Tijuca. O serviço ainda não existe em todos os Distritos Policiais, mas a ideia é expandi-lo por toda a cidade. O único problema até o momento é a burocracia, pois a polícia não pode emitir os alertas de ofício, precisando de uma ordem judicial. #Investigação Criminal #Casos de polícia