Quem achou que o ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Anthony #garotinho, iria ficar muito tempo preso, após ser acusado de comprar votos em Campos dos Goytacazes, se enganou. O político conseguiu dar uma "escapada" da prisão após a cena pitoresca, vivida por ele ontem, dia 17 de novembro, no Hospital Souza Aguiar, localizado no Centro do Rio de Janeiro. Por ordem da ministra e juíza do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciana Lóssio, o ex-governador pode sair da cela e ir para um hospital particular.

A decisão causou revolta na população que estava comemorando o suposto "fim" de Garotinho.

Crime e ida para a cadeia

De acordo com o site G1, a ministra emitiu apenas uma decisão liminar, isso é, de caráter provisório.

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Ela quer que Garotinho, após ter saído de Bangu 8 para fazer mais exames em um hospital particular, possa cumprir sua pena em regime domiciliar. Para que isso aconteça, é necessário que o plenário do TSE aprove na próxima sessão da Corte.

O #Crime de que Garotinho é acusado é diferente do também ex-governador já preso, Sérgio Cabral (PMDB). A Justiça acredita que Anthony Garotinho comprou votos por meio do uso de programas sociais. O ex-governador nega, mas teve que ser conduzido à cadeia na noite de ontem para Bangu, após passar por exames em um hospital público da Cidade Maravilhosa. Em todos os momentos, ele ficou escoltado por oficiais da Polícia Federal, dizendo estar passando muito mal. No vídeo divulgado pela internet, que repercutiu na web, Garotinho, é carregado até a ambulância e tenta escapar.

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Sua filha, a deputada federal Clarissa Garotinho e sua esposa, Rosinha Garotinho, ficam desesperadas e tentam ir com ele para a prisão dentro da ambulância, o que não foi possível.

Assista:

A decisão de levá-lo direto para o complexo penitenciário por foi juiz Glaucenir Silva de Oliveira, de Campos. O magistrado alegou que Garotinho recebeu tratamento privilegiado dentro da unidade hospitalar pública e poderia ser tratado dentro da prisão.

"Nenhum preso por ordem judicial pode ter direito a qualquer regalia ou tratamento diferenciado, seja em unidade prisional ou hospitalar”, garantiu o juiz. #Política