Um vendedor de um clube de vantagens. É com esse perfil que um dos integrantes de uma facção criminosa trata um suposto interessado em entrar para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Escutas telefônicas gravadas com autorização judicial mostram bandidos da maior organização criminosa de São Paulo aliciando traficantes cariocas com ofertas de vantagens e serviços que facilitam o dia a dia no #Crime. Os “associados” teriam de pagar uma mensalidade de R$ 400,00 e em troca recebem drogas com prazo para pagar de até duas semanas e outros benefícios.

Os áudios foram divulgados pela Polícia Civil fluminense, que há cerca de oito meses investiga a quadrilha.

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Com jeito de vendedor ou operador de telemarketing, o representante do PCC diz que uma vez dentro da facção, o bandido passa a contar com empréstimo de armas sempre que precisar fazer um “corre” ou “assalto”.

Além disso, o membro recém-chegado tem direito a assessoria jurídica e a um tratamento diferenciado nos presídios. Em qualquer lugar do País, e até em quatro nações vizinhas (Paraguai, Venezuela, Colômbia e Uruguai” haverá “irmãos” dispostos a fazer a sua proteção.

Até prêmios são chamarizes para conseguir mais adesões. Num dos áudios, o “vendedor” diz que o associado ao clube criminoso concorre a carros, motos, em rifas que correm pela Loteria Federal.

Essa estratégia vem sendo adotada pelo PCC por uma questão de discrição na tarefa de conquistar um objetivo maior: ampliar os negócios e assumir o controle majoritário do fornecimento e distribuição do tráfico no Estado do Rio.

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Segundo os investigadores, com esse método mais silencioso e menos violento o PCC já teria 80 aliados no Rio.

O mais irônico é que os aliciadores fazem todo esse trabalho de convencimento e captura de potenciais interessados de dentro dos presídios. Tudo para evitar os confrontos diretos que acabam por fazer a facção perder homens e gastar mais com armamentos.

Agora que os aliciadores foram identificados, suas penas podem ser elevadas para mais de dez anos.

#Casos de polícia