O prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi cercado por grades, neste domingo (13), dias após os protestos de servidores públicos contra as medidas anunciadas pelo Governo do Estado para enfrentar a crise. Na última terça-feira, manifestantes chegaram a invadir a sede do Legislativo. A informação foi dada por nota pela Assembleia.

Ainda, de acordo com a nota, o pedido foi feito pela Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro e pelo comando da Polícia Militar. As discussões sobre as medidas para conter a crise começarão a partir de quarta-feira (16), dia em que servidores anunciam paralisação a partir das 12h, para protestarem contra o projeto.

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As grades custaram, em média, cerca de R$ 20 mil reais.

Está programado, para quarta-feira (16), um encontro de seis representantes de sindicatos com o presidente da casa, Jorge Picciani (PMDB-RJ). O reforço no esquema de segurança será definido nesta segunda-feira (15). Em frente ao prédio, havia três viaturas da PM neste domingo, informa o site G1.

"Pacotes de maldade"

Servidores públicos protestaram durante toda a semana contra os pacotes de medidas que o governo anunciou recentemente para conter a crise, instalada no estado do Rio de Janeiro. Os profissionais classificam o projeto como “pacote da maldade”. Entre as medidas, estão a suspensão de reajustes salariais já concedidos, desconto de 30% dos vencimentos dos inativos para reforçar o caixa da Previdência estadual, o corte de gratificações pagas a comissionados, o fim de programas sociais, o aumento das alíquotas de contribuição previdenciária e a extinção de órgãos públicos.

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Na semana, três protestos foram contabilizados. Em um deles, servidores da segurança chegaram a invadir o prédio da #ALERJ e “ocupar” a Assembleia. Os deputados tiveram que sair pelos fundos. O governador Luiz Fernando Pezão condenou a atitude dos profissionais, que desocuparam a sede do Legislativo ao som do hino nacional. A última manifestação foi na sexta-feira (11), quando os servidores anunciaram uma paralisação. #crise no rio #crise no rio de janeiro