A má fase atravessada pela Cidade do Rio de Janeiro e sua população parece não ter fim, pois, além do caos político e econômico estabelecido nesse Estado do Brasil, no início da noite de sábado, 19 de novembro, foi constatado que um helicóptero, pertencente ao GAM – Grupamento Aeromóvel, caiu ou foi derrubado na conhecida Linha Amarela, por volta das 19h30, no bairro de Jacarepaguá, zona oeste da cidade. O fatídico incidente aconteceu depois de um dia completo de caos e violência em que traficantes locais e milicianos brigavam acirradamente pelo controle da região.

Os quatro policiais da Polícia Militar que se encontravam na aeronave não escaparam com vida do acidente, onde logo depois do ocorrido, informações começaram a ser veiculadas nas redes sociais sobre a possibilidade de marginais terem derrubado a aeronave que voava em apoio às operações da polícia.

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Fato praticamente idêntico havia ocorrido no ano de 2009, no bairro carioca do Engenho Novo, quando um outro helicóptero foi derrubado na ocasião em que facções criminosas estavam brigando.

O coronel Sérgio Schalione, que é comandante do 31º BPM da Barra da Tijuca, confirmou a morte dos militares, sendo que a população foi aconselhada para não sair às ruas, devido aos intensos tiroteios acontecendo nos Complexos do Alemão e do Lins. Tanto é assim, que policiais do Bope (polícia de elite carioca) e do Batalhão de Choque já se encontravam apostos para a invasão da Cidade de Deus.

Uma internauta escreveu o seguinte no Twitter: “acabei de ver o helicóptero caindo. Meu Deus, estou perplexa! Que medo”, outra pessoa escreveu a frase: “mano, deu pra ver o helicóptero caindo daqui do prédio”.

O fenômeno de implosão da lei e da ordem parece estar se generalizando nos grandes centros urbanos brasileiros e não é diferente, infelizmente, na Cidade do Rio, onde na tarde de sábado, um grupo de traficantes oriundos da Cidade de Deus interrompeu o trânsito na importante Avenida Edgard Werneck, ateando fogo em pneus e lixeiras.

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A partir de então, os policiais que foram apoiados com helicópteros foram recebidos a rachadas de balas pelos criminosos, que inclusive enfrentaram a um blindado do 14º BPM do bairro de Bangu.

Os sentimentos de medo, frustração e impotência da população carioca de bem diante de um cenário tão devastador e preocupante, podem ser resumidos nas palavras de Constantino Assonitis, morador do Pechincha, também na zona oeste, e que atua como funcionário público, que falou: “Isso deixou de ser tiroteio há muito tempo, é guerra”. #Crime #Casos de polícia #Guerra Civil