Com a falência do Estado do Rio de Janeiro, um grande grupo de servidores decidiu organizar uma manifestação na frente da Assembleia Legislativa do Estado do #Rio de Janeiro (#ALERJ) nesta quinta-feira, dia 16, pós-feriado da República. Os manifestantes começaram o protesto na parte da manhã contra os cortes propostos no "pacote de maldades" do atual governador Luis Fernando Pezão (PMDB).

Houve enfrentamento com o batalhão da Polícia Militar (PM), que foi ao local conter os manifestantes e dispersar o protesto. Porém, uma imagem que parece ser inédita deixou muita gente impressionada. Dois PMs abandonaram "front" e se juntaram ao povo revoltado.

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Eles foram filmados se negando a bater na população que pedia melhorias para o estado e chegaram a ser aplaudidos por quem os reconheceu nas proximidades do Palácio Tiradentes, sede da Alerj.

"Não queremos mais participar disso", teria dito um dos policiais que compareceu ao ato mas não quis enfrentar os servidores do Estado.

Os responsáveis pela operação ainda não falaram se os policiais sofrerão sanções por conta da negativa de atuar no cordão de isolamento do Palácio, mas pela internet muitas pessoas pedem que eles não sejam penalizados pela atitude.

"Esses são PMs de coragem, que defendem o povo de verdade. Não esses pau mandados que descem o cacete em professor e trabalhador honesto!!!", escreveu um morador da Cidade Maravilhosa.

Outro internauta desacredita que a atitude vá mudar alguma coisa.

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"As pessoas acham o máximo PM saindo da formação para ficar ao lado dos servidores que estão na Alerj. Caguei quilos. Tudo voltará ao normal", disse pelo Facebook.

Contudo, ainda assim muitas pessoas foram reprimidas pelo Batalhão, que impediu a entrada dos manifestantes na Alerj.

Veja no vídeo abaixo gravado por Julio Trindade que mostra o momento em que um dos PMs abandona o cerco em frente à assembleia legislativa.

Os protestos são contrários aos projetos do Governo que preveem cortes nos gastos públicos e que irão "sacrificar" parte dos ganhos dos trabalhadores. #Casos de polícia