Um vídeo com cenas de tortura contra três garotas foi identificado nas redes sociais e agora está em poder das autoridades policiais do 12ª DP, em Copacabana, Rio de Janeiro.

Os policiais analisam as imagens onde as três vítimas aparecem sendo agredidas por bandidos do Morro dos Tabajaras, na Zona Sul carioca.

De acordo com Deoclécio Assis, titular do 12º DP, as jovens ficaram sob o julgo de traficantes da comunidade e teriam sofrido violência física porque os  criminosos acreditavam que elas seriam informantes da polícia.

A unidade onde tudo aconteceu é contemplada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Pelas cenas em poder da polícia e já públicas é possível ver que as três garotas tiveram os cabelos raspados e são obrigadas pelos marginais e se estapear mutuamente.

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Elas discute, divergem e se agridem. As mechas de cabelos raspados então no chão, ao lado das três. 

Um dos traficantes insiste que uma das jovens é informante e questiona de quem é o endereço comunicado à polícia. A vítima responde que não falou nada sobre ninguém aos agentes.

Em certo momento um dos agressores aparece batendo numa das jovens e ainda ordena que ela tire a mão para apanhar.  São, ao todo, um minuto e vinte e cinco segundos de imagens, com vozes distorcidas. Enquanto um traficante conduz a gravação e as ações de tortura, outros assistem a tudo calados.

O áudio ainda revela a citação de dois nomes de traficantes da comunidade. Um dos acusados já é conhecido dos investigadores por agir na região e foi preso um dia antes do vídeo ser feito. Seu nome é Gabriel Alves de Lima.

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De acordo com os policiais militares, antes de ser preso, Gabriel tinha sequestrado e mantido presas em uma casa duas das três jovens vítimas de tortura nas cenas analisadas.

O fato gerou uma ocorrência registrada na mesma delegacia (12ª DP), mas sem desdobramentos maiores. O acusado chegou a ser indiciado por associação para o tráfico de drogas e também por constrangimento ilegal, porém, foi liberado, juntamente com as vítimas, que foram ouvidas e liberadas.

#Crime #Casos de polícia