As estatísticas do ISP (vinculado à Secretaria de Segurança Pública do #Rio de Janeiro) apontam para quase 40 mil pessoas desaparecidas. Em seus últimos dados divulgados, a Capital do Rio de Janeiro segue sendo a região com a maior concentração de casos de #desaparecimento, com 40,3% e 42,9%. Logo a seguir, encontramos a Baixada Fluminense, com 25,9% e 26,1%.

O interior do estado continua ocupando a terceira posição no ranking dos desaparecimentos, com 24,6% e 20,8%. Já a região da Grande Niterói se mantém respondendo pelos menores índices, 9,2% e 10,2%. Existe um equilíbrio entre os sexos masculino e feminino entre os #desaparecidos.

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Nos primeiros meses do ano, foram 60% de homens e 40% de mulheres. Porém, nos homicídios, a predominância é do sexo masculino.

Especialistas sempre valorizaram as UPPs como forma de enfrentar o tráfico de drogas. No dia 7 de fevereiro de 2014, foi inaugurada a UPP da Mangueirinha, tendo sido a 37ª UPP do Estado e a primeira instalada fora da Capital Fluminense. Porém, a taxa de desaparecimento não diminuiu na região, pelo contrário, até aumentou. Em nota, a Policia Civil explicou o crescimento no índice. “Antes do processo de pacificação, havia a sub-notificação de algumas ocorrências devido ao tráfico de drogas”.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), quatro pessoas desaparecem a cada dia, em média, na Baixada Fluminense. Um cenário dramático e que atinge centenas de famílias.

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Porém, o instituto também mostra que varia entre 60% e 70%, as vítimas que reaparecem. Mas, só 2% voltam à delegacia para comunicar que a vítima retornou.

Os dados apontam também para os tipos mais comuns de desaparecidos. No casos dos homens, é comprovado que na maioria das vezes o sumiço é por vontade própria. Em algumas situações, para fugir de dívidas, para não assumir a paternidade de uma criança ou para ter um relacionamento fora do casamento.

Com as mulheres o que ocorre com mais frequência é o desaparecimento após serem vítimas de violência doméstica, não se sentem mais seguras no local e assim optam por isso. Na questão das crianças é muito comum o sumiço após receberem maus tratos em casa. O sequestro por quadrilhas especializadas em tráfico de órgãos também foi mencionado.

No caso dos jovens, o desaparecimento acontece com grande proporção após marcarem encontros pela internet, sofrerem abuso sexual e depois de desentendimentos com a família. A pauta adolescente ainda retrata o uso de drogas, sendo mais comum o crack, como o fator que mais contribui para o aumento do índice de desaparecimento, segundo a delegada Elen Souto.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de qualquer desaparecido pode entrar em contato com o Disque Denúncia, pelo número: 2253-1177.