A #Violência, principalmente nos grandes centros urbanos do Brasil, não faz distinção de pessoas dentre as suas vítimas, atinge tanto anônimos como famosos. Na madrugada do domingo, 11, a funkeira carioca Tati Quebra Barraco foi comunicada enquanto fazia um show em Minas Gerais, de que um dos seus três filhos havia sido morto, alvejado por tiros na Cidade de Deus, região da zona oeste da Cidade do Rio de Janeiro. Como já é de praxe naquele bairro, foi vivenciada mais uma seqüência de conflitos entre os policiais e traficantes da comunidade local, onde se pressupõem que o filho da cantora veio a óbito porque estava trocando tiros com a polícia militar.

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De acordo com as informações veiculadas pela Agência Brasil, o destacamento de policiais da UPP do bairro revelou que vários PMs se encontravam trabalhando em uma patrulha de rotina através do emaranhado de ruas da comunidade da zona oeste carioca, quando supostamente foram alvos de disparos que partiram de “soldados do tráfico” fortemente armados, próximos à conhecida rua Quintanilha.

Conforme a versão dos policiais da UPP, Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, o filho de Tati Quebra Barraco, e outro indivíduo, o qual foi identificado pelo nome de Jean Rodrigues de Jesus, de 22 anos, morreram na acirrada troca de tiros com os policiais; tanto é que estavam portanto pistolas automáticas e uma quantidade grande de entorpecentes, tais como cocaína e maconha.

Os dois homens até foram conduzidos para o complexo hospitalar Lourenço Jorge, que fica no bairro de classe média alta da Barra da Tijuca, na mesma zona oeste; porém, ambos não conseguiram resistir aos graves ferimentos e morreram no interior do hospital.

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Os familiares do filho da funkeira, prontamente acusaram a polícia de ter assassinado os jovens e até mesmo a própria Tati Quebra Barraco, que estava em outro Estado, tão logo soube do acontecido, escreveu na sua conta oficial do Twitter o seguinte: "a PM tirou um pedaço de mim que jamais será preenchido. A PM matou o meu filho. Essa dor nunca irá se cicatrizar".

O Twitter não foi a única rede social escolhida por Tati para protestar e desabafar, acusando a PM carioca, já que no perfil do Facebook, ela disse estar sofrendo muito e que ninguém deve querer passar o que ela está passando, em um momento crítico como esse, além de que ela vai amar Yuri para sempre.

Fato é que os cidadãos de bem desse país, independente de quem seja a vítima da vez, não suportam mais os descasos das autoridades públicas frente às questões sociais básicas, como a segurança da população. Hoje foi o filho de Tati Quebra Barraco, mas quantos outros jovens estudantes, chefes de família, trabalhadores em geral, donas de casa, crianças e policiais valorosos lutam e perdem a batalha pela vida diante de um cenário urbano apocalíptico promovido pela bandidagem? Vale a pena refletir sobre se encontrar a resposta para pergunta tão importante. #Casos de polícia #Sociedade