As investigações iniciaram há 6 meses, dentro da comunidade de Magé. Policiais foram infiltrados em uma quadrinha da comunidade com a autorização judicial. Um vídeo feito pela Coordenadoria de Inteligência (CI), da Polícia Militar, registraram as tentativas de suborno, feitas por traficantes de uma quadrilha de Magé, a um dos policiais infiltrados.

Segundo informações da polícia, todo montante cerca de R$ 1.500,00 há R$ 15.000,00 semanais, foram todos depositados em juízo. Durante os seis meses de investigação dois policiais foram infiltrados na quadrilha. O resultado foram as prisões de 9 pessoas na manhã desta quarta-feira (28).

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As investigações foram feitas em conjunto pelos agentes da CI e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao #Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, os policiais que foram infiltrados pertencem ao 34º Batalhão de Policia, que fica localizado em Magé.

As investigações começaram em abril de 2016, num processo que tentava aproximar a Policia Militar da comunidade, logo após atentados de incêndios a ônibus que aconteceram na época. No mesmo período um casal procurou a PM, em uma suposta intenção de ajudar a policia combater o crime, o casal forneceu algumas informações sobre o tráfico de drogas no local.

As imagens que foram gravadas, é possível ver o momento em uma mulher, que é agente do tráfico entrega um montante de dinheiro ao policial infiltrado em plana luz do dia, o PM ainda conta o dinheiro antes de coloca-lo no bolso.

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O denunciado teria sido identificado como sendo Thiago Silva, o vulgo “TH”, na ocasião ao invés de fornecer informações à polícia, ele propôs um acordo com os policias. Ele ofereceu aos policias um pagamento semanal de propina, para que o tráfico não fosse reprimido no local. Os policiais então procuraram o MP, para pedirem autorização para infiltrar os policiais na quadrilha.

Durante o período de investigação foi descoberto que os traficantes cobraram pedágio de R$ 5.000,00, para que candidatos fizessem campanha política no período eleitoral, em uma das comunidades.

Um dos candidatos que foram descobertos através de escutas autorizadas pelo MP, foi o prefeito reeleito de Magé, Rafael Tubarão, foi responsável por um dos pagamentos aos bandidos. O Gaeco solicitou que o Ministério Público Eleitoral, investigue o político em atividade.

#Casos de polícia