Marcelo Crivella, do socialmente conservador Partido Republicano Brasileiro (PRB), venceu a corrida de prefeito em outubro nas eleições municipais do #Brasil.

Sua eleição seguiu uma mudança #Política direta na América Latina, inclusive no Brasil, o maior país do continente onde o presidente socialista foi recentemente acusado de corrupção e que o Partido dos Trabalhadores (PT) sofreu duras perdas nas campanhas políticas.

O Partido dos Trabalhadores,na eleição de 2016, perdeu cerca de dois terços dos cargos de prefeitura que havia ganho nas eleições de 2012, inclusive na maior cidade do Brasil, São Paulo.

Crivella, um bispo da gigantesca Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por seu tio bilionário Edir Macedo, prometeu trazer a lei e a ordem ao Rio, uma cidade envolvida por grandes casos de crimes.

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Os políticos evangélicos estão avançando de forma constante em todo o Brasil, ajudados pelo desgosto com as revelações de corrupção sistêmica entre os principais políticos e executivos durante a era do Partido dos Trabalhadores.

O partido com escândalo recebeu outro golpe em 2016 quando a presidente Dilma Rousseff foi tirada do cargo sob acusações de quebrar as leis do orçamento do governo.

A mensagem evangélica enraizou-se entre os pobres do Brasil, que antes estavam mais inclinados a votar nas linhas esquerdistas.

No entanto, Crivella teve que trabalhar duro para distanciar-se de declarações que ele fez em um livro que ele escreveu em 1999, em que descreveu os católicos romanos como "demoníacos" e alegou que os hindus bebiam o sangue de seus filhos, ele também supostamente descreveu a homossexualidade como religiões maléficas e africanas como adoradoras de "espíritos malignos".

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Na corrida da prefeitura do Rio de Janeiro, o bispo evangélico #Marcelo Crivella do Partido Republicano Brasileiro (PRB) venceu o seu adversário Marcelo Freixo do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de extrema esquerda. Os eleitores brasileiros ficaram mais cautelosos com os candidatos da esquerda devido ao impeachment de Dilma Rousseff e então inclinaram-se para o conservadorismo de Crivella.