Vem se tornando cada vez mais comum bandidos mandarem o #comércio de uma determinada região do Rio de Janeiro fechar as portas. Os motivos nem sempre são os mesmos. Pode ser devido à morte de alguém do tráfico, ou algum tipo de retaliação, não necessariamente envolvendo morte de alguém de dentro da comunidade ou da facção envolvida.

Na tarde de ontem (03/01), com clima de tensão, o comércio do bairro do Engenho Novo (Zona Norte do Rio de Janeiro) fechou completamente. De acordo com informações do 3° BPM (Méier), o fechamento seria por causa da morte de Thomas Bruno Dantas, conhecido como Mongol.

Não foram apenas comércios locais que fecharam as portas durante o dia, mas também os supermercados da região, como Mundial e Prezunic, e até mesmo os postos de gasolina, onde os funcionários estavam no local, mas não atendiam os clientes que apareciam.

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Thomas Bruno Dantas, que estava solto desde outubro do ano passado, era suspeito de chefiar o #Tráfico na região de Manguinhos (também na Zona Norte do Rio). Na noite desta última segunda-feira (02/01) durante uma ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Mongol foi morto. Ele havia recebido o benefício de liberdade quatro meses após ser capturado por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

Além do Engenho Novo, o comércio também estava fechado em Sampaio, Lins de Vasconcelos e na Rua 24 de Maio. Apesar de o ocorrido ter sido em Manguinhos, o suspeito que foi morto na operação pertencia a mesma facção do Morro do São João, afetando assim a área do Engenho Novo e adjacências.

Casos passados

No bairro Lins de Vasconcelos, localizado também na Zona Norte e bem próximo ao Engenho Novo, essa atitude de ordenar o fechamento do comércio da região é mais comum do que em outros bairros que fazem parte do aglomerado de bairros que compõe o Grande Méier.

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Frequentemente aparecem notícias e informações sobre alguma operação ocorrida na região do Lins que culminou em retaliações ao comércio vindas do tráfico. Com um estado em sérias dificuldades financeiras, o Rio de Janeiro se vê diante de um poder paralelo que continua agindo em comunidades de todo o estado. #EngenhoNovo