A situação de penúria na qual se encontra o estado do #Rio de Janeiro provoca sentimentos de indignação, raiva e tristeza em todas as pessoas de bem deste imenso Brasil, principalmente no povo que ali vive e que se tornou vítima de políticos, no mínimo irresponsáveis, para não dizer criminosos, pois, de alguma forma, contribuíram para o assassinato das expectativas de vida digna da população, onde, literalmente, devido à falta de algum serviço social básico pelo dinheiro desviado, fez com que cidadãos morressem. Enfim, o cenário apocalíptico em questão não é novidade para ninguém, mas, finalmente, depois de dois meses de detenção, eis que aparece como que em um passe de mágica, aquele que pode se tornar o principal delator de todo o esquema podre e criminoso do grupo organizado e chefiado de modo sistêmico por Sérgio Cabral, ex-governador do Estado e a sua comparsa e mulher, Adriana Ancelmo.

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O figurão em questão é um dos “laranjas” de maior destaque do esquema do ex-governador e o nome dele é Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, ou simplesmente “Paulinho”, como é comumente conhecido entre as pessoas do seu meio de relacionamento.

Para os mais atentos, o sobrenome de Paulinho remete a uma das famílias que, até a década de 90, era simplesmente uma das mais milionárias e, logicamente, possuidora de inúmeras riquezas dentro e fora do Brasil, ou seja, trata-se do clã que um dia foi dono do extinto banco Nacional (o banco acabou quebrando em 1995); instituição financeira que administrou uma carteira de mais de 1,2 milhão de pessoas e 400 agências espalhadas por todo o Brasil.

Obviamente que Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, o ex-assessor de Sérgio Cabral, pode ser enquadrado como uma pessoa rica, sendo o acionista de muitos grupos empresariais e dono de um patrimônio que deixa a todos boquiabertos; entretanto, isso não explica quais foram as causas que persuadiram que Paulinho se resignasse ao papel de laranja de Cabral e, assim, fosse conivente e integrasse as ações de #Corrupção do ex-governador fluminense.

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A #Polícia Federal trabalhou de forma minuciosa para conseguir encurralar Paulinho dentro do esquema no Rio de janeiro e, para surpresa de muitos, a prova final para isso foi a lancha Manhattan, que nessa fase das investigações se encontra apreendida.

Tudo porque o luxuoso iate, que está orçado na bagatela de R$ 5,3 milhões, em nível de registro legal, foi assinalado sob a razão social de pessoa jurídica de uma das empresas pertencentes a Paulo Fernando, por outro lado, quem utilizava mesmo a embarcação era Sérgio Cabral, sendo que a lancha sempre permanecia atracada de frente a uma das casas litorâneas do ex-governador que está preso em Bangu.

Enfim, desse momento em diante, ficou claro para as autoridades policiais responsáveis pela investigação de que Paulinho era, de fato, um laranja de Cabral, o que obrigou o ex-assessor, a optar pela famosa delação, ou, em outras palavras, teve de abrir a boca. Enquanto isso, o povo do Rio de Janeiro foi o que mais saiu perdendo diante desse esquema funesto de maldade, roubos e mentiras.

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