Depois de atuar um plantão inteiro ajudando a salvar ou a preservar vidas, a enfermeira Aline de Paula, de 31 anos, ironicamente não pode ser salva pelos companheiros de ofício.

Ela morreu baleada por assaltantes logo após deixar o serviço. Estava em sua motocicleta, na Avenida Brasil, quando o #Crime ocorreu. Logo depois dos disparos, populares que passavam pelo mesmo local tentaram prestar os primeiros socorros e imediatamente a encaminharam para o hospital mais próximo, que era o mesmo onde a vítima trabalhava.

Assim que deu entrada no Hospital Rocha Faria, colegas de Aline a reconheceram e fizeram todos os esforços possíveis para reanimá-la, mas a jovem enfermeira não resistiu aos ferimentos.

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Ela já estava sem pulso quando ingressou na unidade.

A tentativa de assalto foi registrada na noite desta segunda-feira (23), na pista da Avenida Brasil com sentido Centro do Rio, perto da comunidade de Vila Kennedy, que fica na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Eram cerca de 20 horas quando a jovem foi alvo dos disparos, que lhe atingiram a cabeça. Apesar da abordagem violenta, os assaltantes fugiram sem levar a motocicleta.

A vítima foi descrita pelo tio como uma garota bastante comunicativa e que adorava se doar pelos pacientes. Luiz Carlos de Souza criticou a falta de segurança no Rio e disse que o Governo está preocupado com outras coisas, enquanto pessoas que salvam vidas morrem.

Os familiares da moça deram entrevista à imprensa e disseram que poucas vezes Aline ia trabalhar de moto.

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Ela sempre preferia ir de carro, exatamente por conta dos riscos de passar pela Avenida Brasil, local onde os assaltos e homicídios são corriqueiros. No entanto, como o veículo estava em conserto por problemas mecânicos, ela não teve escolha e teve de utilizar a moto como meio de transporte.

Aline tinha três filhos e morava em Nova Iguaçu com o esposo, policial militar. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a Delegacia de Homicídios está a frente das investigações, mas até o momento ainda não foi capaz de identificar e prender os suspeitos.

#Casos de polícia