A Secretaria de Estado de #Segurança, em parceria com a Federação de Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio), criou a Operação Méier Presente há pouco mais de um ano atrás, especificamente em dezembro de 2015. São 50 agentes trabalhando na área do Méier, onde eles se concentram principalmente na rua Dias da Cruz, mas também se encontram em diversas ruas do bairro, dos dois lados da estação.

Eles estão no bairro todos os dias de 6h até às 22h. A presença desses "guardas extras" trouxe aos moradores e transeuntes a sensação de segurança que precisavam e também reduziu a criminalidade da região, principalmente os furtos.

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Desde dezembro de 2015, a patrulha já foi responsável por 715 prisões. Entre elas, 281 foram por posse de drogas, 157 em flagrantes de assalto, 14 por porte de arma branca e 31 por contravenção. A informação é de que existem dados que comprovam tal melhora na área patrulhada. Porém, o número de roubos a estabelecimentos comerciais continua o mesmo. Foi o que disse o capitão Rafael Andrade, que está comandando a patrulha desde julho de 2016.

Houve uma mudança nos dados dos crimes registrados na 23ª DP (Méier) - que atende os bairros do Méier e Cachambi - entre janeiro e novembro de 2016 e os do mesmo período em 2015. Houve uma redução nos índices de furtos de veículos em 17% a menos que em 2015, roubos de celulares em 12%, roubos a pedestres em 5% e furtos em geral com menos 11%.

Apesar da melhoria nesses aspectos, também houve piora em outros, como o aumento de roubos de veículos em 21%, a estabelecimentos comerciais em 22% e também a coletivos com 28% a mais que em 2015.

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O capitão não contesta os dados, mas vale lembrar que a área desses dados abrange mais do que a área onde o Méier Presente atua. E é justamente isso que os moradores relatam. Que a criminalidade em outras ruas do bairro aumentou desde então. Apesar de a Dias da Cruz estar com os novos guardas, o restante das vias ficam cada vez mais perigosas.

A Fecomércio não administra somente o Méier Presente, mas também operações semelhantes no Aterro do Flamengo, no Centro e na Lagoa. E a companhia desembolsa por ano, R$ 22 milhões. A federação se declarou positivamente sobre o projeto e disse que, talvez, a solução para muitos problemas das cidades seja a parceria público-privada. #rj #meier