Inicia-se a ano, mas ao contrário do que todos esperam, 2017 será de muita luta e resistência em diversas categorias profissionais, principalmente, a dos professores. Há tempos, para ser preciso, desde 2012, que a UERJ iniciou o período de greve. De lá para cá, a instituição nunca mais teve suas atividades normalizadas por completo.

Atravessada por greve dos discentes, docentes e técnicos, um semestre era com aula normal, outro em greve. Quem vivencia cotidianamente a #universidade sabe que as condições de uso do espaço e dos próprios funcionários estavam precárias, e ainda estão. Porém, no ano de 2016, com a crise declarada pelo estado, as condições só se agravaram.

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As terceiradas ficaram sem receber mais de 3 meses, os professores com salário parcelado em 9 vezes, os bolsistas sem bolsa. Diversas manifestação ocorreram.

Um agravamento que ultrapassou os muros da UERJ e afetou gravemente o HUPE, Hospital de referência no Rio e, como se não bastasse, atingiu também a Policlínica Américo Piquet Carneiro, que teve suas atividades prejudicadas, aliás, todos estão na mesma situação: sem pagamento, sem verbas, sem recursos financeiros para manter a reposição de materiais higiênicos, médicos e de pesquisa. No final de 2016, os atendimentos no HUPE, já eram restritos a situações de internação, os pacientes em acompanhamento estão tendo que aguardar em casa, até a situação se normalizar e, portanto, estão sem atendimento.

Tudo se agrava na medida que a Reitora da UERJ, Maria Georgina Muniz Washington, enviou um ofício ao governador Luiz Fernando Pezão, que a princípio, tem fechado as portas a negociação e os olhos a situação que o estado tem vivido.

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Neste ofício, a reitora revela a degradante situação que a universidade está se afundando, e provoca o governo a rever a liberação do pagamento integral dos servidores (ativo e inativos) e os dos recursos orçamentários necessários ao funcionamento imediato e permanente da UERJ.

Alerta, também, que o não cumprimento, pelo governador, das suas solicitações acarretará na impossibilidade de continuidade das atividades nas diversas unidades acadêmico-formativas e administrativas, em diversas regiões do Estado, incluindo o Hospital Pedro Ernesto e a Policlínica Américo Piquet Carneiro.

Com a previsão para iniciar as atividades administrativas no dia 02, que já foi adiado para o dia 09 de janeiro, e as atividades acadêmicas para início no dia 18 de janeiro (ainda não se sabe se será mantida), os alunos já estão receosos que será mais um ano letivo que iniciará sob greve, e que terão que adiar sua formação. #Educação